quarta-feira, 16 de maio de 2007

Atenção!

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Ideologias

Fascismo
Na Europa, após a 1ª Guerra Mundial, surgiram muitos movimentos de extrema direita que ganharam cada vez mais adeptos. O que mais se destacou de todos os movimentos foi o Partido Nacional Fascista em Itália.Depois da 1ª Grande Guerra a Itália sofreu várias consequências o que originou greves e pequenas revoluções. Assustados com esta situação os proletariados passaram a apoiar o Partido Nacional Fascista de Benito Mussolini.O fascismo caracteriza-se pelo combate ao socialismo e comunismo; a rejeição do parlamento, porque enfraquecia a unidade nacional; o desprezo palas liberdades individuais, pois os interesses do Estado sobrepunham-se ao de todo individuo; a existência de um partido único; o corporativismo era incentivado pelo Estado; o engrandecimento do Chefe, que no caso italiano era chamado de Duce; a defesa da nação era o valor mais importante.Benito Mussolini nasceu em 1883, e entrou na política na ala esquerda do partido socialista “Avanti”. Após os seu retorno a Itália, regressado da 1ª Guerra Mundial, retomou a direcção do seu antigo jornal, onde passou a exigir um governo com ideais mais próximos da extrema direita.Mussolini fundou grupos armados contra sindicatos e partidos de esquerda. Esses grupos deram origem em 1921 ao Partido Nacional Fascista, através do qual Mussolini chegou ao poder.No Estado fascista uma forte policia vigiava os cidadãos e encarregava-se da repressão.Na Itália fascista a juventude era educada de forma a obedecer ao Chefe.

Nazismo

Hitler nasceu em 1889 e, tinha como sonho entrar para a Academia de Belas – Artes. Sonho nunca realizado, talvez por isso, iniciou um percurso de marginalidade, até ter sido admitido no exército Alemão. Em 1921, assumiu a chefia do Partido Nacional Socialista.Participou num golpe ao poder e foi condenado a cinco anos de prisão, onde escreveu o conhecido livro “A minha luta”, livro em que exponha a sua teoria racista e o seu programa político. Com o Partido Nazi no poder, dominou a Alemanha até 1945, ano em que acabou por se suicidar.Após a primeira guerra mundial foi estabelecido na Alemanha o regime democrático, originando uma situação bastante difícil. A situação económica agravou-se, devido à guerra, e ao pagamento das indemnizações exigidas pelos vencedores da guerra.A inflação desceu a uma velocidade incontrolável. Quando a situação da economia começava por fim, a melhorar, a grande depressão de 1929, abateu-se violentamente sobre a Alemanha. Bancos foram à falência, empresas tiveram de fechar e a pobreza e a miséria apoderaram-se da população Alemã. A partir desta altura, a população, começou a responsabilizar os partidos no poder pela situação que se vivia, então, os partidos da oposição (tanto o partido comunista como o de extrema-direita) começaram a ser apoiados.Foi então que, devido a esta situação, um desses partidos, o partido Nazi cresceu rapidamente, apoiado por grandes indústrias e devido a uma grande propaganda da rádio e jornais. Nas eleições de 1932, o Partido Nazi, foi o mais votado e o Presidente da República nomeou Rodolfo Hitler, Chanceler.O Nazismo, foi um dos maiores exemplos de totalitarismo, tinha o total controlo sobre a sociedade. • A população não tinha o mínimo de liberdade. • O estado era submetido às ordens do “Fuhrer”, Adolf Hitler, que exigia obediência a todos os cidadãos. Os suspeitos opositores do regime, eram enviados para campos de concentração.A doutrina Nazi, fundava-se no Racismo. A raça superior a todas as outras, para os Nazis, era a raça Ariana, cujos representantes seriam os Alemães, que deveriam dominar o mundo.

Tensões que motivaram a Guerra

Causas da 2ª Guerra Mundial

Existem certos factos que marcaram épocas e etapas, um desses factos é a Segunda Guerra Mundial. Todos os factos estão ligados aos factos de antes, um dos factos para a Segunda Guerra Mundial foi o rancor e o ódio que ainda guardavam da Primeira Guerra Mundial.
Após o final da Primeira Guerra Mundial, os países vencedores começaram a abusar da vitória e começaram a impor duras condições aos países perdedores. O país mais prejudicado foi a Alemanha, que sofreu perdas de território e teve de pagar multas. Alem disso, a fome e o desemprego começaram a assolar o país.
Países como a Alemanha, Japão e Itália, que eram comandados por regimes totalitários adoptaram uma politica expansionista territorial que era muito violenta.

Japão

O Japão invadiu a Manchúria, em Setembro de 1931. Os Japoneses puseram um Imperador a controlar pelo Japão. Sendo a Manchúria um território Chinês, essa invasão originou a guerra contra a China, que começou em 1935. A Sociedade das Nações protestou contra o Japão mas este não cedeu e acabou por se retirar da Sociedade.

Itália

A Itália invadiu a Etiópia em 1936. A Sociedade das Nações puniu a agressão do exército Italiano, impondo um embargo económico a Itália mas foi aí que Hitler aproximou-se de Mussolini e passou a dar lhe uma ajuda económica. Em 1939, Itália conquistou e anexou a Albânia ao seu território.

Alemanha

Em 1938, a Alemanha invadiu a Áustria, para o fazer, primeiro eles assassinaram o chanceler e assumiram controlo do Governo e imediatamente convocaram as tropas Alemãs para invadir o país e anexá-lo ao território Alemão. Mais tarde, por meio de um plebiscito, o povo Austríaco confirmou que apoiava a anexação. Em Março de 1939, a Alemanha invadiu a Checoslováquia e com a integração de Checoslováquia, a capacidade bélica da Alemanha aumentou de uma forma significativa.
A 1 de Setembro Hitler e Estaline decidiram dividir a Polónia portanto resolveram invadir a Polónia, dois dias depois disso, Inglaterra e França declararam Guerra á Alemanha, dando então início á Segunda Guerra Mundial.

Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial, guerra que era para pôr fim a todas as outras tornou-se no começo de novos conflitos mundiais, pois o Tratado de Versalhes semeou um forte sentimento Nacionalista, que deu origem a governos totalitaristas, como o da Alemanha (Nazismo) e o de Itália (Fascismo). Com a crise de 1929 a situacao veio a piorar por isso países como a Alemanha que desde o final da Primeira Guerra Mundial viviam em crise decidiram adoptar politicas expansionistas, politicas muito violentas. Quando Itália sofre sanções da Sociedade das Nações, Hitler apoia Mussolini e unem-se.

Alianças

Nações constituintes da aliança do Eixo

Nações principais
Alemanha, sob o Reichskanzler Adolf Hitler (e nos últimos dias da guerra, o Almirante Karl Dönitz)
Japão, sob o Primeiro-Ministro Hideki Tojo e o Imperador Hirohito
Itália, sob o Primeiro-Ministro Benito Mussolini e o Rei Victor Emmanuel III (até 8 de Setembro de 1943)
Outras nações
Bulgária (até 1944)
Hungria, sob o Almirante Miklos Horthy (desde 20 de novembro de 1940 até 8 de Maio de 1945)
Roménia (até 1944)
Países em coligação activa com o Eixo
Finlândia (26 de Junho – 31 de Julho de 1944, o Pacto Ryti-Ribbentrop)
Tailândia, sob o Coronel Luang Phibul Songkhram.
Sob controlo directo do Eixo
França de Vichy (1940 - 1944)
República social italiana (República de Salò), sob Benito Mussolini
Eslováquia
Estado Independente da Croácia (até Maio de 1945)
Albânia, sob o domínio da Itália até 1943
Manchúria (até Agosto de 1945)
Grupos nacionalistas
O Movimento de independência Indiano (anti-britânico), sob Subhas Chandra Bose
Russo Branco (agentes anti-soviéticos)

Nações constituintes das Forças Aliadas

Após a Invasão da Polónia (1939)
Polónia: 1939, 1 de Setembro
Reino Unido: 1939, 3 de Setembro
França: 1939, 3 de Setembro
Austrália: 1939, 3 de Setembro
Nova Zelândia: 1939, 3 de Setembro
Nepal: 1939, 4 de Setembro
África do Sul: 1939 6 de Setembro
Canadá: 1939 10 de Setembro
Depois da Guerra Phony (1940)
Noruega: 1940, 9 de Abril
Bélgica: 1940 10 de Maio
Luxemburgo: 1940, 10 de Maio
Países Baixos: 1940 10 de Maio
França Livre: 1940, 18 de Junho
Grécia: 1940, 28 de Outubro
Jugoslávia: 1941, 6 de Abril
União Soviética: 1941, 22 de Junho
Depois do ataque à Pearl Harbor (1941)
Panamá: 1941, 7 de Dezembro
Costa Rica: 1941, 8 de Dezembro
República Dominicana: 1941, 8 de Dezembro
El Salvador: 1941, 8 de Dezembro
Haiti: 1941, 8 de Dezembro
Honduras: 1941, 8 de Dezembro
Nicarágua: 1941, 8 de Dezembro
Estados Unidos: 1941, 8 de Dezembro
República da China: 1941, 9 de Dezembro
Guatemala: 1941, 9 de Dezembro
Cuba: 1941, 9 de Dezembro
Coreia: 1941, 9 de Dezembro
Checoslováquia: 1941, 16 de Dezembro (governo no exílio)
Depois da declaração das Nações Unidas (1942)
México: 1942, 22 de Maio
Brasil: 1942, 22 de Agosto
Etiópia: 1942, 14 de Dezembro
Iraque: 1943, 17 de Janeiro
Bolívia: 1943, 7 de Abril
Irão: 1943, 9 de Setembro
Itália: 1943, 13 de Outubro (formalmente um membro do Eixo)
Colômbia: 1943, 26 de Novembro
Libéria: 1944, 27 de Janeiro
Após o Dia D (1944)
Roménia: 1944, 25 de Agosto (formalmente um membro do Eixo)
Bulgária: 1944, 8 de Setembro (formalmente um membro do Eixo)
San Marino: 1944, 21 de Setembro
Albânia: 1944, 26 de Outubro
Hungria: 1945, 20 de Janeiro (formalmente um membro do Eixo)
Equador: 1945, 2 de Fevereiro
Paraguai: 1945, 7 de Fevereiro
Peru: 1945, 12 de Fevereiro
Uruguai: 1945, 15 de Fevereiro
Venezuela: 1945, 15 de Fevereiro
Turquia: 1945, 23 de Fevereiro
Líbano: 1945, 27 de Fevereiro
Arábia Saudita: 1945, Março
Argentina: 1945, 27 de Março
Chile: 1945, 11 de Abril

Fases da Guerra

Cronologia da Segunda Guerra Mundial
O início da guerra
Não existe um consenso sobre a data precisa em que o conflito foi iniciado, mas duas datas são marcantes: a invasão da China pelo Japão, em 1937, e a invasão da Polónia pela Alemanha em 1939.

Segunda Guerra Sino-japonesa
Primeiro Período 1937-1941
A guerra sino-japonesa divide-se em dois grandes períodos: o primeiro deles, denominado de período crítico, teve seu início em Julho de 1937 quando os nipónicos lançam sua ofensiva-relâmpago sobre as províncias do Norte e Leste (Hopei, Shantung, Shanxi, Chamar e Suyan) com o objectivo de separá-las da China, seguindo os ditames do "Memorial Tanaka". Numa audaciosa operação de desembarque, ocuparam mais ao sul Cantão e em uns anos depois Hong Kong (que era colónia inglesa). Os invasores tiveram seu caminho facilitado por encontrarem pela frente uma China politicamente desorganizada, onde a rivalidade militar entre nacionalistas e comunistas havia sido suspensa a contra gosto, vendo-se ainda subdividida em várias "autoridades locais"" que se mostraram relutantes em oferecer-lhes uma resistência efectiva e coerente.
Mesmo assim Chiang Kai-shek e Mao Tse-tung assinam um acordo em 22 de Setembro de 1937, pelo qual os comunistas abandonam seu projecto de um governo revolucionário e passavam a designar sua área de domínio como Governo Autónomo da Região Fronteiriça, enquanto o Exército Vermelho mudou seu nome para ser o Exército Revolucionário Nacional, renunciando a insurgir-se contra o governo de Chiang Kai-shek que, pelo seu lado, comprometeu-se a suspender as operações anticomunistas.
A estratégia japonesa baseava-se em sua mobilidade, fruto do desenvolvimento industrial do país, e na grande motivação da população em formar um império nipónico sobre a Ásia inteira. A ofensiva-relâmpago deles rapidamente ocupou Pequim em 8 de Agosto de 1937, seguidas da capitulação de Tientsin e Shangai. Depois de quebrarem a encarniçada resistência das tropas chinesas, que lhes resistiram por três meses numa batalha nas ruas de Shangai, os japoneses marcharam para dentro do continente e, logo depois, em 13 de Dezembro de 1937 entram em Nanquim.

O estupro de Nanquim
Nesta antiga capital imperial, e também ex-sede do governo nacionalista de Chiang Kai-shek, os soldados japoneses sob o comando do general Iwane Matsui realizaram a partir de Dezembro de 1937 um efeito-demonstração que converteu-se numa das maiores atrocidades da história contemporânea, o "estupro de Nanquim". Visando a humilhação total dos chineses, o Alto Comando japonês permitiu que por três semanas suas tropas submetessem os habitantes da venerável cidade ao saque e a um bárbaro e indescritível massacre que vitimou (entre torturados, fuzilados e mulheres estupradas) mais de 300 mil civis chineses, um verdadeiro, mas esquecido holocausto oriental.
Um ano depois de terem tomado a ofensiva, os nipónicos controlam amplas margens do Mar da China, ocupando uma boa parte da costa, na tentativa de isolar o país de qualquer auxílio ocidental. Apesar das simpatias americanas e britânicas inclinarem-se para os chineses, devido a rivalidade colonial que tinha com os nipónicos pela hegemonia sobre a Ásia, nada podem fazer de prático para ajudá-los.
Este período de seguidos triunfos japoneses chegou ao seu clímax com a invasão de outras partes da Ásia pelo Exército e pela Marinha Imperial (Indochina, Indonésia, Malásia, Filipinas e Birmânia), seguida da desastrosa decisão do Micado de estender a guerra aos Estados Unidos. O surpreendente ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbour em 7 de Dezembro de 1941, obrigou o império do Sol Nascente a espalhar os seus recursos militares pelo Pacífico Ocidental, declinando como consequência disso as actividades bélicas no fronte da China.

Segundo período da guerra sino-japonesa - 1941-1945
O segundo período, que vai de Dezembro de 1941 até Agosto de 1945, os Estados Unidos assumem a tarefa de derrotar os japoneses, enquanto os exércitos nacionalistas chineses actuam apenas em pequenas escaramuças visando à fixação e ao desgaste do inimigo.
Consciente da sua absoluta inferioridade militar e estratégica, Chiang Kai-shek após sete meses de infrutífera resistência, ordenara a adopção da política de "vender espaço para ganhar tempo", que implicava na renúncia de enormes extensões territoriais chinesas. Ao mesmo tempo em que recuavam as tropas nacionalistas dedicaram-se à tática da destruição sistemática da infra-estrutura rural e urbana das regiões que fatalmente seriam ocupadas pelos invasores, tal como a explosão de diques do Rio Amarelo, que provocou a inundação de milhares de quilómetros quadrados de terras aráveis, arrasando e arruinando por muitos anos as propriedades camponesas, mas que somente atrasou o japoneses em três meses, ou o incêndio precipitado de Changsha, a capital de Hunan (fruto do pânico das tropas chinesas em debandada).

Início da guerra na Europa
A 1 de Setembro de 1939, o exército alemão lançou uma forte ofensiva de surpresa contra a Polónia, com o principal objectivo de reconquistar seus territórios perdidos na Primeira Guerra Mundial e com o objectivo secundário de expandir o território alemão. As tropas alemãs conseguiram derrotar as tropas polacas em apenas um mês. A União Soviética tornou efectivo o acordo (Ribbentrop-Molotov) com a Alemanha nazi e ocupou a parte oriental da Polónia. A Grã-Bretanha e a França, responderam à ocupação declarando guerra à Alemanha, mas não entrando, porém, imediatamente em combate. A Itália, nesta fase, declarou-se "país neutro".
O plano de expansão do governo envolvia uma série de etapas. Em 1938, com o apoio da população austríaca, o governo nazista anexou a Áustria, episódio conhecido como Anschluss.Em seguida, reivindicou a integração das minorias germânicas que habitavam os Sudetas (região montanhosa da Checoslováquia). Como esta não estava disposta a ceder, a guerra parecia iminente, foi então convocada uma conferência internacional em Munique. Na conferência de Munique, em Setembro de 1938, ingleses e franceses, seguindo a política de apaziguamento, cederam à vontade de Hitler, concordando com a anexação dos Sudetos.

A guerra relâmpago
A 10 de Maio de 1940, o exército alemão lançou uma ofensiva, também de surpresa, contra os Países Baixos, dando início a Batalha da França. Os alemães visavam contornar as poderosas fortificações francesas da Linha Maginot, construídas anos antes na fronteira da França com a Alemanha. Com os britânicos e franceses julgando que se repetiria a guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial, e graças à combinação de ofensivas de pára-quedistas com rápidas manobras de blindados em combinação com rápidos deslocamentos de infantaria motorizada (a chamada "guerra-relâmpago" - Blitzkrieg, em alemão), os alemães derrotaram sem grande dificuldade as forças franco-britânicas, destacadas para a defesa da França. Nesta fase, ocorre a famosa retirada das forças aliadas para a Inglaterra por Dunquerque. O Marechal Pétain assumiu então a chefia do governo em França, que ficou conhecido como o governo de Vichy, assinou um armistício com Adolf Hitler e começou a colaborar com os alemães.

A guerra na África e Afrika Korps
A Setembro de 1940, após a tomada da França pelas forças alemãs, as tropas italianas destacadas na Líbia sob o comando do Marechal Graziani, uma vez livres da ameaça das forças francesas estacionadas na Tunísia iniciaram uma série de ofensivas contra o Egipto, então colónia da Grã-Bretanha, com vistas a dominar o canal de Suez e depois atingir as reservas petrolíferas do Iraque, também sob domínio britânico.
Os efectivos ingleses destacados no norte da África e que compunham o então designado XIII Corpo de Exército, comandado pelo General Wavell, após alguns reveses iniciais realizaram uma espectacular contra-ofensiva contra as forças italianas que, apesar de sua superioridade numérica foram empurradas por 1200 km de volta à Líbia, perdendo todos os territórios anteriormente conquistados. Esta derrota custou aos italianos a destruição de 10 divisões, a perda de 130.000 homens feitos prisioneiros, além de 390 tanques e 845 canhões.
Como a situação que surgia na África era crítica para as forças do Eixo, Adolf Hitler e o Oberkommando der Wehrmacht (OKW) decidiram enviar tropas alemãs a fim de não permitir a completa desagregação das forças italianas. Cria-se dessa forma em Janeiro de 1941 o Afrika Korps (Corpo Expedicionário Alemão na África), cujo comando foi passado ao então Leutenantgeneral (Tenente-General) Erwin Rommel, que posteriormente se tornaria uma figura legendária sob a alcunha de "A Raposa do Deserto". Foram enviadas à Africa duas divisões alemãs em auxílio aos Italianos, a 5a. Divisão Ligeira e a 15a. Divisão Panzer. Os Alemães, sob o hábil comando de Rommel, conseguiram reverter a iminente derrota italiana e empreenderam uma ofensiva esmagadora contra as forças britânicas enfraquecidas (muitos efectivos britânicos haviam sido desviados para a campanha da Grécia, então sob pressão do Eixo) empurrando-as de volta à fronteira egípcia. Após uma sucessão de batalhas memoráveis como El Agheila, El Mechili, Sollum, Gazala, Tobruk e Marsa Matruh os alemães e italianos são detidos por falta de combustível e provisões na linha fortificada de El Alamein, uma vez que o Mediterrâneo encontrava-se sob domínio da marinha britânica. Finalmente, a Outubro de 1942, após 4 meses de preparação os Britânicos contra-atacaram na Segunda Batalha de El Alamein, sob o comando do General Montgomery. Rechaçadas pelas bem supridas forças britânicas, as tropas ítalo-alemãs iniciaram um grande recuo de volta à Líbia de forma a encurtar suas linhas de suprimento e ocupar posições defensivas mais favoráveis. Entretanto, dias depois, a 8 de Novembro, as forças do Eixo recebem a notícia de que estão sendo cercadas pelo oeste por forças norte-americanas do 1o. Exército Aliado que haviam desembarcado em Marrocos através da Operação Tocha. Pelo leste, o 8o. Exército Britânico continua o seu avanço, empurrando as forças ítalo-alemãs para a Tunísia. Finalmente, cercado pelos exércitos americano e britânico e sem a guia de seu audacioso comandante, pois Rommel havia sido hospitalizado na Alemanha, o "Afrika Korps" e o restante do contingente italiano na África do Norte, totalizando mais de 250 mil homens e reduzidos à inactividade pela falta de suprimentos e de apoio aéreo, se rendem aos aliados na Tunísia em Maio de 1943, dando fim à guerra na África.
A invasão da URSS
Em 22 de Junho de 1941, os exércitos do eixo lançaram-se à conquista do território soviético, com a chamada Operação Barbarossa. Os exércitos do eixo contavam com 180 divisões, entre tropas alemãs, italianas, húngaras, romenas e finlandesas, num total de mais de três milhões e meio de soldados. A estes se opunham 320 divisões soviéticas, num total de mais de seis milhões de homens; porém apenas 160 destas divisões estavam situadas na região de fronteira com a Alemanha Nazi. Grande parte das tropas soviéticas estavam estacionadas na região leste do país, na fronteira com a China ocupada, antecipando a possibilidade de mais um ataque japonês contra a União Soviética, conforme acontecera em Março de 1939.
A ofensiva era amplamente esperada, pois a invasão da União Soviética fazia parte do discurso nazista desde o surgimento do partido, tendo sido fortemente pregada por Adolf Hitler em seu livro "Mein Kampf" e estado presente em diversos de seus pronunciamentos políticos anteriores até mesmo ao início da guerra. Relatórios de serviços secretos davam conta da iminência da invasão, partindo não somente da espionagem soviética mas também de informações obtidas pelos ingleses e norte-americanos. A mobilização de grande número de tropas alemãs para a região de fronteira também foi percebida. Os soviéticos já vinham tomando medidas contra a invasão desde a década de 30, aumentando exponencialmente o contingente de seu exército.
Apesar de tudo isto, a invasão começa a 22 de Junho de 1941 veio como uma surpresa, pois não se esperava que a Alemanha atacasse a URSS antes que a Inglaterra se retirasse da guerra, conforme se previa. O resultado disto foi uma enorme vantagem táctica para as tropas alemãs nos primeiros dias da guerra, o que permitiu o envolvimento de grande número de divisões do exército vermelho e a destruição de grande parte dos aviões soviéticos ainda nas suas bases, antes mesmo que conseguissem levantar voo.
As tropas do eixo foram divididas em três grupos de exércitos: norte, central e sul. O grupo norte atravessou os países bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia) e marchou contra Leninegrado, que foi atacada ao mesmo tempo pelos finlandeses, mais ao norte. A cidade foi completamente cercada a 8 de Setembro de 1941; a partir de então só foi possível abastecê-la pela rota que atravessava o lago Ladoga, constantemente vigiada pelos aviões alemães. O resultado foi uma grave crise de fome, que segundo as estimativas teria vitimado por volta de um milhão de civis. A partir de 20 de Novembro de 1941, foi possível estabelecer uma rota segura para Leninegrado através do lago congelado, devido à recaptura do eixo ferroviário na cidade de Tikhvin, o que permitiu a evacuação de civis, melhorando a situação da cidade. O cerco de Leninegrado só foi completamente levantado em Janeiro de 1944.
O exército central foi o que progrediu mais rapidamente, tendo conquistado completamente a cidade de Minsk a 29 de Junho de 1941, operação que resultou na captura de 420 mil soldados do exército vermelho. A ofensiva prosseguiu com o grupo central marchando através da Bielorússia até atingir a cidade de Smolensk, penetrando finalmente no território da Rússia propriamente dita. Aqui o avanço das tropas alemãs foi interrompido pela primeira vez, dada a forte resistência oposta pelas tropas soviéticas, porém a cidade foi conquistada a 16 de Julho.
O exército sul prosseguiu mais vagarosamente do que os outros dois, sendo forçado a combater no terreno dos pântanos Pripet, o que reduzia a velocidade dos avanços. Apesar disso, conseguiu empurrar o grupo sul do exército vermelho até a cidade de Kiev, onde seu avanço foi interrompido. Aproveitando-se do fato de que o exército central havia avançado muito mais adiante, os alemães deslocaram boa parte desse segundo grupo de exércitos para o sul, conseguindo assim envolver um enorme grupo de divisões no que ficou conhecido como o bolsão de Kiev. O resultado foi a captura de 700 mil soldados soviéticos, o que resultou praticamente na destruição do grupo sul do exército vermelho. A luta pela captura da capital da Ucrânia prosseguiu até 26 de Setembro.
Após esta operação, o grupo sul do exército lançou-se à captura da península da Criméia. Esta operação seria concluída a 30 de Outubro, com o cerco da cidade de Sebastopol que, no entanto, só foi capturada em Julho de 1942. A cidade de Odessa, sitiada por tropas romenas desde os primeiros dias da guerra, só foi tomada em Setembro. Após capturar o território da Criméia, os alemães voltaram-se para o Cáucaso, chegando a tomar Rostov a 21 de Novembro. Entretanto, a cidade foi retomada pelos soviéticos poucos dias depois, a 27 de Novembro.
As tropas do exército central uniram-se a várias unidades do grupo norte e iniciaram a operação que tinha por objectivo envolver a cidade de Moscou, a 30 de Setembro de 1941. Inicialmente as tropas do eixo prosseguiram com velocidade, capturando Bryansk, Orel e Vyazma, numa batalha em que foram cercados e capturados 650.000 homens, no que seria o último grande envolvimento em 1941. As tropas alemãs continuaram avançando até capturarem a cidade de Tula, a 165 quilómetros da capital russa, que passou a sofrer bombardeamentos aéreos. Entretanto, o avanço do exército alemão foi barrado, e as pinças norte e sul do ataque não puderam se encontrar, fechando o cerco. Apesar das gigantescas perdas que o exército vermelho havia sofrido, os soviéticos conseguiram formar novas divisões de conscritos, trazendo também para o front oeste tropas anteriormente localizadas na região leste do país, repondo suas perdas e conseguindo dar combate aos alemães.
No dia 6 de Dezembro, em pleno Inverno, começou a contra-ofensiva dos russos, chefiada pelo general Georgy Zhukov. Utilizando equipamentos novos como os tanques T-34 e os morteiros foguetes Katyusha, o exército vermelho conseguiu retomar uma quantidade significativa de território, afastando definitivamente a ameaça que pairava sobre sua capital.
Em 1942, o exército alemão já não se encontrava em condições de tentar uma nova ofensiva contra Moscou, que também seria demasiadamente previsível. A Wehrmacht voltou-se então contra a região do Cáucaso, de grande importância económica e militar devido a seus recursos petrolíferos (reservas de petróleo soviéticas no Mar Cáspio, industriais e agrícolas. Além disso, a conquista da região permitiria bloquear o rio Volga. A operação de captura do Cáucaso foi chamada de operação Azul e teve início em 28 de Junho de 1942. No final do mês de julho os alemães já haviam avançado até a linha do rio Don e começaram os preparativos para o envolvimento da cidade de Stalingrado, defendida pelas tropas do General Chuikov. A cidade sofreu pesados bombardeamentos aéreos.
No fim de Agosto, a cidade foi cercada ao norte e no 1º de Setembro as comunições ao sul também foram interrompidas. A partir de então, as tropas que combatiam na cidade só puderam ser abastecidas através do rio Volga, constantemente bombardeado pelos alemães. A batalha pela cidade durou três meses, conhecendo avanços e recuos de ambas as partes, com lutas sangrentas pela conquista de simples casas, prédios ou fábricas. O tipo de terreno resultante das ruínas da cidade arrasada favorecia o combate de infantaria, impedindo a utilização eficiente de tanques. Milhares de civis aprisionados no interior da cidade foram vitimados, principalmente em consequência dos bombardeamentos. Em Novembro, os alemães haviam alcançado a margem do rio Volga, impedindo o abastecimento das tropas soviéticas.
Em novembro de 1942, os soviéticos iniciaram seu contra-ataque, batizado de Operação Urano, que tinha o objectivo de envolver as divisões alemãs em Stalingrado. Em 19 de novembro, as tropas do general Vatutin, que formavam a pinça norte do ataque, irromperam contra o flanco dos exércitos do Eixo, enquanto ao sul as tropas de Rokossovsky faziam o mesmo. Os alemães foram cercados pelo Exército Vermelho e as tentativas de abastecê-los através de uma ponta aérea não tiveram sucesso. Uma tentativa de romper o cerco foi feita pelas tropas do General Manstein, numa operação chamada de Tempestade de Inverno, porém as tropas cercadas no interior da cidade já estavam sem abastecimento há um bom tempo e não tiveram condições de colaborar com as demais tropas alemãs. Os soviéticos continuavam seu contra-ataque (agora a Operação Saturno), ameaçando envolver os exércitos de Manstein, que foi forçado a abandonar sua tentativa de salvamento e retirar-se. A 2 de Fevereiro de 1943, os alemães remanescentes na cidade rendem-se. Mais de 800 mil soldados do eixo, entre alemães, húngaros, romenos e italianos, além de dois milhões de soviéticos, morreram nas operações que envolveram Stalingrado e todo o restante do 6º Exército alemão, comandado pelo Generalfieldmarschall (Marechal-de-Campo) Friedrich Von Paulus, que obedeceu até o fim as ordens de Hitler de não romper o cerco, sendo feito prisioneiro junto com o seu exército. A batalha de Stalingrado dura cinco meses. Dos trezentos mil soldados alemães encurralados no cerco, noventa mil morrem de frio e fome e mais de cem mil são mortos nas três semanas anteriores à rendição. Devido às rigorosas dificuldades do Inverno nesse ano, que dificultava a subsistência até da população local, um grande número dos soldados alemães, sem protecção contra o frio nos campos de prisioneiros, não sobreviveu, sendo que poucos retornaram a sua terra natal após a guerra. Após a tomada de Stalingrado, as tropas soviéticas continuaram avançando e em Fevereiro de 1943 retomaram Kursk, Kharkov e Rostov, retomando completamente a região do Cáucaso. A 20 de Fevereiro, os alemães retomaram Kharkov, formando uma saliência no front soviético em Kursk, o que teria importantes consequências nos meses seguintes. Os generais alemães e o próprio Hitler, após a queda de Stalingrado, tinham noção que esse quadro de desestabilização geral estava ocorrendo, e começaram a planejar medidas para reduzir seus efeitos. Muitos oficiais preferiam esperar uma ofensiva soviética e contra-atacar – a “ação de retaguarda” proposta por Manstein – buscando paralisar os russos com contra-ataques locais; outros militares defendiam que uma ofensiva deveria ser desfechada o quanto antes para incapacitar os soviéticos e depois esperar pelos ataques dos aliados ocidentais. Essa táctica acabou sendo a escolhida por Hitler, resultando na “Operação Cidadela”, cognome do ataque contra a cidade de Kursk, onde estavam concentradas grandes forças russas que deveriam ser cercadas e destruídas. Foi uma operação perdida desde o início para os alemães, pois os soviéticos tinham superioridade em artilharia, tanques, homens e aviões, o que talvez não fizesse tanta diferença se também não tivessem as informações sobre os planos de ataque alemães – obtidas através da rede de espiões comunistas “Orquestra Vermelha” na Alemanha – e contassem com defesas em profundidade largamente preparadas na região. A culminância dessa malfadada operação foi a Batalha de Kursk, em julho de 1943, onde os alemães sofreram uma grande derrota e foram recuando até saírem da URSS e as forças soviéticas avançando em direcção a Alemanha.
Embora o significado das batalhas entre Alemanha e URSS tenha sido enormemente relativizado no mundo capitalista pós-guerra, por conta de questões ideológicas próprias da Guerra Fria (quando não era mais conveniente ressaltar qualidades positivas do antigo aliado soviético...), o chamado fronte oriental foi onde aconteceram as mais ferozes batalhas, com as maiores perdas civis e militares da história, e mostrou excepcionais tenacidade e capacidade de reorganização e aprendizado do Exército Vermelho frente à Wehrmacht. Apesar de imensas perdas humanas e matérias, a URSS foi a única nação da guerra a ser invadida territorialmente pela Werhmacht (então o maior, melhor treinado, mais bem equipado, e mais eficiente exército do mundo, cujos vários feitos em eficiência e versatilidade em campo permanecem inigualados até hoje) a ser capaz de se reorganizar, e, sem rendição ou acordos colaboracionistas (como o do “Governo de Vichy”, na França), resistir, combater, e efectivamente rechaçar as forças alemãs para fora de seu território sem tropas externas actuando em seu território (como na recuperação da França, por exemplo, precisou da ajuda maciça de tropas americanas e britânicas), e, mais importante, seguir um curso de vitórias até a capital da Alemanha - terminando, na prática, a guerra: poucos dias depois do suicídio de Hitler na Berlim já completamente ocupada pelo Exército Vermelho, as forças alemãs assinaram sua rendição incondicional.

A reconquista da Europa
A partir de 1943, os exércitos aliados foram recuperando território passo a passo. Os soviéticos obrigaram os alemães a retroceder e os norte-americanos ocuparam parte da Itália.
A 6 Junho de 1944, no chamado Dia D (D-Day), os Aliados efectuaram um desembarque nas praias da Normandia (Operação Overlord), em que participaram o Exército Britânico (lutando nas praias de Gold e Sword), o Exército Americano (lutando em Omaha e Utah) e o Exército Canadense (lutando em Juno). Os americanos sofreram por volta de duas mil baixas, pois os tanques Sherman, (disfarçados de Chatas pelo Exército Americano para os esconder, e torná-los um fator surpresa) afundaram. Já o Exército britânico não teve muitas baixas em Gold e Sword, pois seus tanques blindados e especializados (em cortar trincheiras e explodir minas) conseguiram ultrapassar. Era o início da Batalha da Normandia. A Wehrmacht, não conseguiu responder ao ataque devidamente, pois o comandante da área (à época, General Erwin Rommel) não estava presente, pois seu carro havia sido bombardeado durante uma viagem à Alemanha e, encontrava-se internado num hospital da Luftwaffe.
A juntar a este facto, a Wehrmacht era naquela zona principalmente constituída por homens recrutados à força, em países invadidos pelos alemães. Especula-se também que, à hora da invasão, Hitler estaria a dormir, e nenhum dos seus subalternos se atreveu a acordá-lo, ou a dar ordem para que as divisões blindadas estacionadas no interior se dirigissem para a costa, a fim de deter a invasão. Outro factor que também atrasou a movimentação das divisões blindadas para a zona costeira foi a sabotagem, principalmente dos caminhos-de-ferro, por parte da resistência francesa. Na madrugada do dia 6, antes do desembarque, pára-quedistas haviam já saltado atrás das linhas alemãs, embora de forma desorganizada, tendo por isso a maioria destes falhado os locais de aterragem. O objectivo destes pára-quedistas era neutralizar as peças de artilharia alemãs colocadas no interior, que naturalmente iriam bombardear as tropas aliadas assim que estas chegassem às praias.
Após o desembarque na Normandia, seguiu-se a operação Market Garden em Setembro de 1944, que tinha como um dos objectivos libertar os Países Baixos. Esta operação foi superior à Overlord no que respeita ao número de soldados envolvidos (apenas pára-quedistas), mas resultou num enorme fracasso, contando-se cerca de 20 mil mortos, só entre os americanos, e 6500 britânicos foram feitos prisioneiros. O objectivo dos Aliados era conquistar uma série de pontes nos Países Baixos, o que lhes permitiria atravessar o rio Reno.

A derrota do Eixo
Apesar da evidente superioridade militar aliada, as tropas alemãs resistiram durante meses, até que, em Dezembro de 1944, Hitler ordenou uma contra-ofensiva na Bélgica, nas Ardenas. Os exércitos aliados, desgastados devido a problemas logísticos, sustiveram com grande dificuldade o avanço das tropas alemãs. Várias unidades aliadas foram cercadas pelo avanço alemão, privando estes soldados de receberem mantimentos e outros equipamentos, pelo que tiveram de sobreviver a um Inverno rigoroso sem roupa adequada e com poucas munições. Eram frequentes as incursões de soldados alemães, disfarçados de soldados americanos, em áreas controladas pelos aliados para causar sérios transtornos, como mudança de caminhos de divisões inteiras, mudanças de placas, implantações de minas, emboscadas. Estes soldados alemães, os primeiros comandos, estavam sob o comando do Oberst (Coronel) Otto Skorzeny, que já libertara Mussolini, entretanto aprisionado em Itália. Finalmente, a ofensiva alemã acabou por fracassar, e o custo em termos militares acabou por fragilizar a posterior defesa do território alemão. Na Itália, foi tomada a abertura ao Reno, com participação de forças francesas, americanas e a Força Expedicionária Brasileira, fato que facilitou o avanço aliado pelo sul.
Antes mesmo de findar a guerra, as grandes potências firmaram acordos sobre seu encerramento, além de definirem partilhas, inaugurando novos confrontos com potencial de desencadear uma hecatombe nuclear. O primeiro dos acordos foi a Conferência de Teerã, no Irão, em 1943.
Em Janeiro de 1945, Winston Churchill, Franklin D. Roosevelt e Josef Stalin reúnem-se novamente em Ialta, Ucrânia, já sabendo da inevitabilidade da derrota alemã, para decidir sobre o futuro da Europa pós-guerra. Nesta conferência, fica decidido que todos os países libertados deveriam realizar eleições livres e democráticas - o que não se veio a verificar, nos países controlados pelo Exército Vermelho - e que a Alemanha teria de compensar os países que invadiu. Discutiu-se também a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) em bases diferentes das da Liga das Nações. Definiu-se, ademais, a partilha mundial, deixando à União Soviética o predomínio sobre a Europa Oriental, incorporando os territórios alemães a leste e definindo a participação da URSS na rendição do Japão, com a divisão da Coreia em áreas de influência soviética e norte-americana. Assim, lançavam-se as bases para a Guerra-fria.
Entretanto, o avanço das tropas aliadas e soviéticas chegou ao território alemão. Previamente, havia já sido estabelecido o avanço dos dois exércitos, ficando a tomada de Berlim a cargo do Exército Vermelho. Esta decisão, tomada pelas esferas militares, foi encarada com apreensão pela população, pois era conhecido o rasto de pilhagens, execuções e violações (estupro), que os soldados soviéticos deixavam atrás de si, em grande parte como retaliação pela mortes causadas pelos soldados alemães na União Soviética (o país com o maior número de baixas civis e militares de toda a guerra, cerca de 20 milhões). A 30 de Abril de 1945, Adolf Hitler suicidou-se, quando as tropas soviéticas estavam a exactamente dois quarteirões de seu bunker.
A 7 de Maio, o seu sucessor, o almirante Dönitz, assinou a capitulação alemã. A 14 de Agosto de 1945, o general Tojo do Japão rendeu-se incondicionalmente.
A guerra no Pacífico

Pilotos kamikaze japoneses levaram a cabo corajosas missões suicidas contra os navios de guerra inimigos - em especial à armada dos Estados Unidos - inspirados pelas ideias do xintoísmo nacional. Estas missões suicidas levadas a cabo eram muito eficazes.
Por volta de 1940, o Japão, tinha já ocupado vários territórios no Pacífico, e tentava agora aumentar a sua influência no Sudoeste Asiático e no Pacífico.
A Junho de 1941, o Japão, invade a Indochina. O governo dos Estados Unidos da América, indignado, impõe sanções económicas ao Japão. Como represália, a 7 de Dezembro de 1941, a aviação japonesa atacou Pearl Harbor, a maior base norte-americana do Pacífico. Em apenas duas horas, os pilotos japoneses conseguiram inutilizar todos os navios ancorados no porto. cinco navios de guerra e outros 15 foram afundados ou destruídos.
No dia seguinte os EUA declaram guerra ao Japão, dando início à guerra do Pacífico.
Apenas duas horas após o ataque que deu início oficial à guerra do Pacífico, o ataque a Pearl Harbor, os japoneses iniciaram a invasão de vários territórios da Ásia e do Pacífico. Em Abril de 1942, o Japão, tinha já conquistado esses vastos territórios; controlando Hong Kong, a Malásia, Singapura — a qual a Grã-Bretanha abandonou a 15 de Fevereiro de 1942, a Indonésia, as Filipinas, a Birmânia e outras ilhas no Pacífico.
O sucesso dos japoneses, devia-se à utilização de um pequeno número de tropas, mas altamente treinadas e protegidas por uma força aérea. Todos os seus conflitos durante a Campanha do Sul foram combatidos por algumas divisões apenas, praticamente sem tanques ou armas sofisticadas.
O fim da guerra
Já em 1944 a guerra na Ásia começava a progredir devagar, já não mantendo o ritmo inicial da guerra. Em Março de 1944, as forças japonesas ocuparam a Birmânia e deram início a um ataque contra a Índia, mas acabaram por ser derrotadas em Impanhal. No Norte da China, as forças japonesas, começaram a enfrentar as forças comunistas de Mao Zedong. A Guerra Sino-Japonesa, que mobilizava mais de um milhão de homens, gastava mais recursos que a Campanha do Sul. Em 1944, depois de lançada a última ofensiva em Ichi Go, o Império japonês, tomou grande parte do Sul da China Central, estabelecendo uma ligação terrestre com a Indochina.
A quando a vitória japonesa na China, as forças Aliadas do Pacífico haviam chegado perto do arquipélago nipónico. Em 1945, a captura das ilhas de Iwo Jima (em Fevereiro) e Okinawa (em Abril), pelos Aliados, trouxeram o Japão para dentro do alcance de ataques aéreos e navais, começando assim os bombardeamentos a fábricas e instalações militares na ilha principal. Esses bombardeamentos, executados por bombardeiros norte-americanos B-29 entre Março e Junho, acabaram por destruir 58 cidades japonesas, matando mais de 393 000 civis.
Em inícios de Agosto o Imperador Hirohito, verificando as elevadas perdas nos últimos conflitos, autorizou que o embaixador japonês na União Soviética contactasse Estaline para apresentar uma rendição do Japão. Estaline recebeu a mensagem algumas horas antes da conferência dos Aliados na Alemanha, apresentando assim a rendição japonesa a Harry Truman. Os Aliados pediam ao Japão uma rendição incondicional, contudo o Japão decidiu não responder devido aos termos de rendição dos Aliados não especificarem o futuro do Imperador — visto como um deus para o povo japonês — tal como o sistema imperial. Harry Truman, após a sua chegada à conferência, recebeu uma mensagem que indicava que o teste da bomba atómica "Trinity" tinha sido bem sucedido; decidido a ganhar a guerra utilizando o projecto Manhattan deu indicações a Estaline para ignorar a mensagem japonesa e Estaline também com a ideia de ganhar territórios no Pacífico, ilhas conquistadas pelo Japão, concordou com Truman.
A 6 de Agosto, a bomba atómica "Little Boy", foi lançada sobre Hiroshima do B-29 "Enola Gay", pelo "esquadrão Atómico", contudo esta bomba não teve o efeito esperado, não tendo qualquer reacção no Imperador Hirohito e do Gabinete de Guerra japonês. Muito do povo japonês desconhecia ainda o ataque a Hiroshima, pois as estações de rádio e jornais não relataram nada sobre o ataque, apenas sobre um novo tipo de bomba desenvolvido.


Diplomata japonês assina a rendição a bordo do couraçado USS Missouri.
A 8 de Agosto de 1945 a União Soviética declarou guerra ao Japão, como tinha concordado na conferência, e lançou uma invasão (Operação Tempestade de Agosto, August Storm) em grande escala à Manchúria, que se encontrava ocupada pelo Japão — tal invasão é reconhecida pelos japoneses como o que teve mais efeito para o fim da guerra.
Truman decidiu não esperar por uma resposta do Japão, ordenando assim o lançamento de uma segunda bomba atómica, a "Fat Man" que foi lançada pelo B-29 "Bock's Car" sobre Nagasaki a 9 de Agosto.
A 14 de Agosto o Japão rende-se incondicionalmente, após aquelas cidades terem sido atingidas pelos engenhos nucleares, que causaram cerca de 300 mil mortos instantaneamente, e um número indeterminado de vítimas posteriormente, devido à contaminação pela radiação. As chefias militares norte-americanas justificaram esta acção afirmando que uma invasão do Japão teria custos elevados em termos de vidas de soldados americanos.
O Japão assinou a rendição a bordo do USS Missouri, na baía de Tóquio, no dia 15 de Agosto, sendo celebrada a vitória nesse dia, conhecido como Dia V-J.

Artigo sobre intrevenções de Portugal na Guerra

Bargain Bases
Monday, Oct. 25, 1943
For more than three years Portugal watched the dregs of World War II drift down from France and Spain across her borders. Rich refugees in dust-covered Rolls-Royces, tattered fugitives from Axis terror, arrogant diplomats and businessmen from Italy and Germany crowded the narrow streets of her aged, smelly towns. Over the lavish seaside resort of Estoril the wide-winged U.S. Clippers glided down to Lisbon's Tagus River and at the inland Cintra airport planes of the Lufthansa and the British Airways stood side by side. Portugal was open to all warring nations. Neutrality was profitable and, if one did not look too closely, respectable.
Last week this existence on borrowed time suddenly ended. Into the little harbors of Portugal's Azores, over 1,000 miles out in the Atlantic, British warships sailed to establish bases. To expectant Portuguese came an announcement from Dictator-Premier Antonio de Oliveira Salazar: Portugal, harking back to a treaty signed 570 years ago with Britain, had agreed to let the Allies use the Azores.
End & Beginning. Leasing the Azores did not yet mean war for Portugal. The day of the announcement that Allied ships had sailed in, Germany's Minister Baron Oswald von Hoyningen-Huene talked with Salazar for an hour, came out smiling. Berlin's reaction was formal: a protest, vague threats of retribution, nothing more. Portugal was a neutral no longer; she was a participant.
Absolute Belligerency? Now that he had half-stepped into World War II, Salazar might continue to dictate neutrality, but war could be dictated by greater powers:
> Germany might dictate it with bombs on Portugal's harbors, last week crowded with vessels unloading war supplies.
> The Allies might dictate it to get other useful bases: Angola and Mozambique in Africa, the Cape Verde Islands off Dakar. They might even desire Portugal itself for a march into Hitler's Fortress via Spain.
> Japan might dictate a declaration in the Pacific by further encroachments. Jap soldiers already held Portuguese Timor, were bullying their way through the streets of Portuguese Macao, across the Pearl River from Hong Kong.

Portugal na Guerra

Recensão de parte do livro “Salazar vol.3- As Grandes Crises 1936-1945” de Franco Nogueira.

Síntese capítulo a capítulo

Capítulo III A primeira vitoria

Sub capitulo 1

- O Comité de Controle entra em fase de liquidação.

- Em 1939, pouco faltava para a guerra civil de Espanha acabar, e Salazar tinha como preocupação as más relações entre Espanha e a França, visto a França tinha auxiliado os republicanos, e havia notícias de que a França estava a concentrar algumas divisões na fronteira da Catalunha.

- Salazar envia Pedro Theotónio (embaixador português em Espanha) para sondar e sugerir a Jordana (Ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol) que Espanha permita a Portugal comunicar ao governo francês que o generalíssimo não tem compromissos com a Alemanha e a Itália em matéria de posições na Espanha, nos Balneares, ou em Marrocos.

- Jordana aceita e agradece a proposta portuguesa.

- Teixeira do Santos (Ministro dos Negócios Estrangeiros português) comunica ao enviado francês os termos da conversa entre Pedro Theotónio e Jordana.

- 18 Dias depois Ochôa (português em França) comunica desde Paris que o governo francês havia resolvido em princípio reconhecer o governo nacionalista.

- Salazar sente-se liberto para prosseguir a negociação do Pacto de Não Agressão.

- Os alemães sentem-se desagradados com Franco, por este haver mantido na crise europeia de Munique uma atitude de neutralidade.

- O Comité de Defesa Imperial inglês modifica gradualmente a politica britânica quanto à matéria do programa de rearmamento português.

- Em 17 de Março de 1939, Salazar e Nicolau Franco assinam em Lisboa o Tratado de Amizade e Não Agressão entre Portugal e Espanha.

- O acordo firmado entre Portugal e Espanha causa impressão na Europa e mesmo pelo mundo fora.

- O governo de Franco é reconhecido pela Inglaterra, pela França, e por quase todos os países do mundo.


Sub capitulo 2

- A Alemanha ocupa Praga.

- Hitler declara que a Boémia e a Morávia como protectorados do Reich.

- Cedendo a um ultimato do Berlim a Libânia cede a cidade de Memel.

- A Itália apresenta reivindicações políticas e territoriais sobre a Tunísia, sobre Djibuti, sobre o canal do Suez.

- A Itália invade a Albânia e dois depois ocupa todo o território albanês.

- A Espanha subscreve o pacto anticomunista.

- A adesão da Espanha ao pacto anticomunista provoca o receio se que a Espanha tenha mudado a sua política externa, e se tenha inclinado para o lado dos alemães e dos italianos.

- A Espanha assegura a Portugal que a adesão espanhola ao pacto anticomunista não passa dum acto simbólico.


Sub capitulo 3

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 4

- Salazar não queria nem a hegemonia alemã nem a influência francesa em Espanha, para isso, começou por recorrer às forças da Europa central, e alertou à Itália e sobretudo à Alemanha, cujos receios instigou e cuja intervenção favoreceu; mas a partir do momento em que se tornam excessivas as influencias e as pretensões daqueles dois países, Salazar desencadeia uma vigorosa acção contrária a ambos e, além de levar a Inglaterra a inclinar-se para a vitória de Franco, consegue evitar que este tome excessivos compromissos perante Berlim e Roma.

- Salazar compreendeu que a guerra de Espanha deveria constituir simples antecipação de um conflito mundial.

Sub capitulo 5

- Sucedem as encomendas em firmas alemãs, belgas, italianas, e outras, fornecedoras de material de guerra.

- É suscitada da parte britânica a hipótese de uma revisão da aliança, para a actualizar.

- Por um lado os técnicos militares portugueses recomendam como mais convenientes para o exército português, algumas armas de fabrico alemão ou italiano; e por outro lado são maiores do que o previsto as facilidades financeiras concedidas pela Inglaterra em relação às facilidades concedidas pela Alemanha ou por Itália.

- Um General alemão está de acordo com a cedência de terras portuguesas e belgas em Africa para a criação de uma colónia alemã.

- Roosevelt envia a Hitler uma mensagem especial em que pergunta se o Chanceler está pronto a garantir, por dez anos, que as forças alemãs não atacarão territórios ou possessões de trinta países, que enumera, incluindo Portugal.

- Cordell Hull (secretário de Estado americano) convoca Bianchi (embaixador português nos E.U.A.) e interroga-o sobre a política portuguesa, em particular quanto à Espanha.

- Hitler reage à mensagem de Roosevelt e pergunta, junto dos países enumerados por Roosevelt, se estes se julgam visados.


Sub capitulo 6

- A 19 de Maio realiza-se um debate nos comuns sobre a política externa inglesa, em que Portugal é mencionado por Winston Churchill. Este receia que a aliança luso – britânica possa sair prejudicada com a aproximação da Inglaterra com a Rússia.

- Numa Assembleia Nacional, Salazar afirma a amizade com Espanha, e principalmente a aliança entre Portugal e Espanha e faz uma clara alusão à política alemã na Europa central e à Itália no Mediterrâneo, como algo bastante prejudicial para a Europa.
- Chamberlain (1º ministro inglês) envia a Salazar uma mensagem de agradecimento pelo discurso amigável por parte de Salazar na Assembleia Nacional.

- Apenas o governo inglês e mais alguns governos se aperceberam que Salazar, no seu discurso na Assembleia Nacional, tinha afirmado que a posição portuguesa em caso de conflito generalizado seria de País neutral.


Sub capitulo 7

- Em Junho, regressão a Portugal os Viriatos.

- Salazar continua apreensivo com o facto de as relações entre Espanha e França continuarem tensas, e Monteiro (embaixador português em Inglaterra) empenha-se junto do “Foreign Office” para que a Inglaterra faça de novo pressão em Paris.

- Salazar sente-se pessimista em relação a Espanha e pede a Pedro Theotónio que o informe sobre o estado de espírito de generalíssimo (Franco) e as suas opiniões sobre os vários problemas.

- Selby (embaixador inglês em Portugal) comunica ao “Foreign Office” que seria vantajoso para a Inglaterra uma melhoria das relações anglo-espanholas, contrariando assim a pressão feita pelas forças do Eixo.
Selby afirma também que Portugal nunca foi tão explícito quanto à lealdade à aliança entre Portugal e Espanha, como foi no discurso de 22 de Maio, e também enaltece a politica de Portugal quanto ao conflito de Espanha.

- Já durante as suas férias em Londres, Selby (embaixador inglês em Portugal) tem uma reunião com Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês), em que comunica o seu pensamento a Halifax.

- Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) é favor de a política inglesa em Lisboa deve consistir em a completa cooperação de Portugal em tempo de guerra, conseguir que o governo português leve a Espanha a não prestar a sua ajuda ao Eixo. Para tal, Halifax acha que há que reforçar a posição de Portugal e não lhe deixar dúvidas de que, em caso de necessidade, todos os recursos britânicos estão ao lado de Portugal, assim há que fazer substanciais concessões para, em troca, obter garantias quanto à aliança, à defesa dos Açores, à penetração japonesa em Timor, e entre as concessões tem que figurar uma contribuição real, financeira e militar, para o rearmamento das forças terrestre portuguesas.

- A relação entre França e Espanha melhora devido à pressão exercida por Inglaterra.

- O ministro dos negócios estrangeiros espanhol é substituído, e suje o receio que a Espanha mude a sua politica externa.


Capitulo IV – A CRISE MUNDIAL

Sub capitulo 1

- Após as várias crises, como as tensões derivadas dos problemas da Alemanha e da Itália com países como a Áustria, a Checoslováquia, a Albânia e o acordo de Munique, a Europa viveu por um momento com alguma calma, mas aumentam as reivindicações da Itália e da Alemanha.

- A Itália pretende anexar territórios mediterrânicos como a Albânia, a Grécia e também territórios de Africa, enquanto a Alemanha pretendia a devolução do corredor polaco e de Danzig.

- A França e a Inglaterra iniciam uma política de rearmamento perante o risco de agressão ítalo-alemã.

- A Inglaterra e a França enviam a Moscovo uma missão político-militar para negociar uma aliança com a União Soviética.

- Por volta de Agosto já toda a Europa está em armas.

- O Rei Leopoldo da Bélgica resolveu tentar um compromisso baseado num apelo à paz, lançado por uma conferência de países que optem por uma posição de neutralidade como atitude face a um eventual conflito na Europa, e convida Portugal para fazer parte da conferência como país neutral em caso de guerra, porém os escandinavos e os holandeses opõem-se a que na reunião participem países que, embora neutros, tenham obrigações especiais como pactos ou alianças.

- No dia 23 de Agosto é firmado um pacto de não-agressão germano-russo. Posteriormente é retirada de Moscovo a missão franco-britânica que negociava uma aliança com a Rússia contra a Alemanha.

- Salazar presente que a guerra está eminente e a 25 de Agosto comunica esse pressentimento a Monteiro (embaixador português em Inglaterra).

- A 30 de Agosto, Pedro Theotónio (embaixador português em Espanha) encontra-se com o ministro dos negócios estrangeiros de Espanha, e este diz-lhe que a posição de Espanha continua a mesma (de neutralidade em caso de guerra).

- Nas vésperas da guerra o Rei Leopoldo dos Belgas e a Rainha Guilhermina da Holanda oferecem a sua mediação para um acordo de paz. O Papa Pio XII e Roosevelt lançam apelos para a paz.

- Na madrugada de 1 de Setembro as tropas alemãs atravessam a fronteira da Polónia.

- Na tarde do dia 1 Salazar recebe Hoyningen-Huene (ministro alemão) que pergunta a Salazar se Portugal continuará neutral após a invasão da polónia.

- Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) é procurado pelo encarregado de negócios dos Estados Unidos, este afirma a Teixeira de Sampaio que os Estados Unidos atribuem a maior importância a Portugal e que dentro de dois meses os dois países deverão ter relações mais íntimas.

- Salazar entrega a Selby (embaixador inglês em Portugal) um documento para que este o entregue a Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês). Este documento define a atitude portuguesa.

- A Alemanha rejeita o ultimatum anglo-francês, e consequentemente a Inglaterra e a França declara guerra à Alemanha.


Sub capitulo 2

- Portugal opta pela neutralidade, mas o escol português divide-se, surge o partido francês, o partido inglês e mesmo o partido alemão.

- A Rússia invade a Polónia.

- Franco dirige um apelo em favor da paz ao Papa, a Mussolini, à França e à Inglaterra.

- Teixeira de Sampaio (Secretário Geral), por encargo de Salazar, deslocara-se à Legação da Polónia a expressar a solidariedade do governo português e a oferecer auxílio pessoal, diligência recebida com lágrimas pelo ministro polaco.


Sub capitulo 3

- Após o início da guerra, Inglaterra faz alguns pedidos a Portugal, como a expulsão de nacionais alemães do ultramar português, a autorização para a passagem de forças militares por Moçambique e informa que em virtude do bloqueio económico contra a Alemanha, o comércio importador português seria afectado. A Inglaterra considera que a Alemanha dispõe de excessivas facilidades de propaganda anti-britânica, enquanto entende insuficientes as que são permitidas aos britânicos.

- Salazar recusa a expulsão de nacionais alemães do território português, mas garante a intensificação da vigilância sobre os alemães, recusa também o segundo pedido, e declara que a protecção de interesses britânicos no caminho-de-ferro e porto da Beira será feita por forças portuguesas.
Quanto ao último pedido, Salazar aceita por discutir o problema do bloqueio.

- É iniciada a fortificação de porto de Lisboa, é constituída um divisão naval para defesa da metrópole e é decretada a organização de uma reserva naval para auxílio à marinha de guerra.

- Inglaterra aceita a rejeição de Portugal a alguns pedidos com alguma apreensão, mas com total confiança em Portugal.

- Selby (embaixador inglês em Portugal) exprime a Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) total confiança em Salazar e na sua politica externa.

- Hoyningen-Huene (ministro alemão) avista-se com Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) e comunica-lhe que, concluída a campanha da Polónia, não havia mais fundamento para que a luta prosseguisse, e ainda propõe a Teixeira de Sampaio que Portugal poderia lidar um movimento fundado por países neutros com o objectivo de por termo à guerra.

- Os serviços germânicos lançam um boato pela rádio em que os ingleses estariam descontentes com o comportamento de Salazar, e que estaria planeado a queda de Salazar.
O boato é desmentido pelo Ministério britânico da informação com a maior rapidez possível.

- Continua a tenção na Europa, e a Bélgica e a Holanda sentem-se ameaçadas.

- No Extremo-Oriente, o Japão reforça a sua política expansionista, e a sombra de Tóquio paira sobre o Sudoeste Asiático, a Índia, e o Pacífico, desde as Índias Neerlandesas e as Filipinas até à Austrália.


Sub capitulo 4

- Salazar, de acordo com o Banco de Portugal, separa o escudo do esterlino (o escudo estava ligado ao esterlino desde 1931), devido à disparidade da cotação da libra e do dólar nas bolsas de Londres e de Nova. O custo de vida dos portugueses seria agravado se tal medida não tivesse sido tomada.


Sub capitulo 5


- A União Soviética completa a integração do território polaco que ocupara e praticamente anexou a Estónia, a Letónia e a Lituânia.

- O Rei Leopoldo da Bélgica e Guilhermina da Holanda lançam o novo apelo à paz, que é de imediato subscrito pelo Papa, pelos Reis da Roménia, Dinamarca, Suécia, Noruega e pelo Presidente da Finlândia.
- O apelo à paz é rejeitado pela França, pela Inglaterra e pela Alemanha.

- A guerra do mar intensifica-se e os transportes e comunicações marítimas dos neutros começam a ser afectados.

- Dos portos de Angola e Moçambique, navios mercantes alemães abandonam águas portuguesas sem autorização e de luzes apagadas.
Veiga Simões (embaixador português em Berlim) protesta contra a atitude alemã, e os alemães em contrapartida acusam Portugal de proteger os navios britânicos, antes de estes se fazerem ao mar, explorando o oceano para se assegurarem de que está livre de navios germânicos.

- Multiplicam-se os incidentes em alto mar, muitos navios portugueses são parados por barcos de guerra e vistoriados, outros são desviados pelas marinhas da França e da Inglaterra.

- Macau encontra-se sob pressão, cercada por forças nipónicas que ocupam a China do Sul, as tropas japonesas também desembarcam em algumas ilhas de soberania portuguesa.

- Em Timor português surge uma crise devido ao interesse dos japoneses, dos holandeses e dos australianos na pesquisa de petróleo, tal interesse só pode ser satisfeito apenas a um país, porem a decisão é delicada devido ao facto das tropas japonesas encontrarem-se perto de Macau.

- Em Dezembro reúne-se a Assembleia da Sociedade das Nações e circula uma sugestão de que Portugal deveria ser elegido para o concelho da S.D.N., porem Salazar rejeita tal hipótese.


Sub capitulo 6

- Já passados quatro meses desde o início da guerra, Salazar recebe Paul Van Zeeland (ex-primeiro ministro e ex-ministro dos negócios estrangeiros belga) que se mostra confiante num colapso da Alemanha a curto prazo, porem Salazar não partilha essa opinião.

- O “Foreign Office” comunica a Selby (embaixador inglês em Portugal) a inquietação que lhe causa a atitude portuguesa. Selby replica e afirma que não há a menor razão para se estar descontente com a atitude de Salazar, pois este leva em máxima consideração os pedidos ingleses.

- No volver de 1939 para 1940 a União Soviética ataca a Finlândia.

- No início de Janeiro cresce o número de contingentes alemães junto à fronteira da França, da Bélgica e da Holanda.

- Selby (embaixador inglês em Portugal) reúne-se com Salazar, e este queixa-se das dificuldades portuguesas em Inglaterra para o fornecimento de material de guerra, e pede a Selby para que comunique essa queixa a Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês).

- Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) conversa com Hoyningen-Huene (ministro alemão) e este queixa-se de algumas autoridades portuguesas e critica a atitude de franceses e ingleses em Portugal.

- Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) convoca Monteiro (embaixador português em Inglaterra) e questiona-o sobre os assuntos cruciais acerca da guerra como o pensamento de Portugal sobre o que se passava em Espanha, na Finlândia e no Médio-Oriente.

- Em 17 de Fevereiro Sampaio (Secretário Geral) recebe Selby (embaixador inglês em Portugal) que vem pedir com alguma firmeza que Portugal não transmita informações meteorológicas, que auxiliam os alemães, e não ser permitido o embarque de alemães nos Açores a bordo de hidroaviões de carreira. Selby, sem querer, descai-se sobre a opinião da Inglaterra sobre os Açores, como de uma importância capital.

- Após a conversa que Selby (embaixador inglês em Portugal) teve com Sampaio (ministro dos negócios estrangeiros português comunicou a Londres que Portugal tinha adoptado uma posição mais rígida devido à sua neutralidade e questiona se não será a altura de levar Portugal à ruptura com a Alemanha. Selby reconhece que a atitude Portugal inicial era a mais conveniente, mas que devido ao desenvolvimento da guerra e às necessidades da guerra a situação alterou-se. Selby reconhece que os sucessivos pedidos ingleses só poderiam ser legítimos se Portugal quebrar a sua neutralidade. Selby reconhece também que Portugal exerce uma atitude moderadora em Espanha e mesmo em Itália.

- O “Foreign Office” pensa que o embaixador inglês em Lisboa exagera os riscos e as dificuldades apresentadas aos portugueses.


Sub capitulo 7

- Este capítulo descreve um discurso em que Salazar se dirige ao País para que este não fique assustado com as intrigas e os boatos.


Sub capitulo 8

- Em 7 de Março de 1940 Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) convoca Monteiro (embaixador português em Inglaterra) ao “Foreign Office”. Halifax afirma ter apreciado a posição inicial portuguesa, porem mesmo com um Portugal neutral, esperava deste a satisfação dos pedidos que o governo inglês apresentasse, mas tinham sido recusados. Halifax afirma que a Inglaterra se sentia fortemente desiludida. Halifax enumerou os pedidos recusados, como o fornecimento de estatísticas, a cessação de emissões pela rádio sobre condições atmosféricas nos Açores, a venda de cinco traineiras ao Almirantado, a proibição de os alemães vindos dos Estados Unidos desembarcarem em Portugal com o fim de para o seu país e o pedido de transporte de munições e de cinquenta soldados através de Moçambique.

- Monteiro (embaixador português em Inglaterra) interrompe Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) e apresenta justificações e dá esclarecimentos quanto a alguns pontos.

- No mesmo dia que Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) convoca Monteiro (embaixador português em Inglaterra), Selby (embaixador inglês em Portugal) avista-se com Salazar.

- Armindo Monteiro (embaixador português em Inglaterra) envia uma carta a Salazar em que refere que a lista de impedimentos lida por Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) não tinha razão de ser. Monteiro recomenda a Salazar que este não deixe os adversários e os colaboradores de Portugal o vejam como inimigo da Inglaterra, e recomenda também que Salazar abandone o ministério dos negócios estrangeiros, colocando-se numa posição de árbitro superior.

- Salazar chama Selby (embaixador inglês em Portugal) e pede a este que transmita dois memoriais a Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês). No primeiro memorial Salazar fala sobre os pedidos britânicos, quanto às estatísticas, está em estudo, as informações meteorológicas mantêm-se a pedido do governo dos Estados Unidos, a exportação de traineiras está autorizada desde 19 de Fevereiro, não é licito proibir os alemães de viajar e sobre a passagem de tropas e munições por Moçambique foram feitas ponderações a que o governo inglês ainda não respondeu. No segundo memorial Salazar faz algumas considerações sobre a aliança e as reacções enervadas da Inglaterra.

- Selby (embaixador inglês em Portugal) comunica com Londres e afirma não ter dúvidas da boa vontade de Salazar.

- Em 25 de Março Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) comunica a Selby (embaixador inglês em Portugal) a satisfação que teve quando leu os memoriais.


Sub capitulo 9

- O Japão faz novas pressões em Timor devido às pesquisas de petróleo.

- Salazar recebe Nicolau Franco (embaixador espanhol em Portugal e irmão do general Franco de Espanha) e fala sobre a guerra.

- Carmona é condecorado com o Colar da Ordem de Jugo (alta condecoração criada por Franco).


Sub capitulo 10

- A Primavera de 1940 é caracterizada por três acontecimentos importantíssimos, como o envio à Europa de um alto emissário de Roosevelt para investigar as intenções dos grandes adversários dos Estados Unidos, a ida de Ribbentrop (nazi) a Roma e o encontro de Mussolini com Hitler.

- Em 4 de Abril Veiga Simões (embaixador português na Alemanha) comunica a Lisboa a existência de um plano alemão de ataque simultâneo à França, à Bélgica e Holanda, e de ocupação da Dinamarca, Noruega e Suécia.

- Em 9 de Abril a Alemanha invade e ocupa a Dinamarca e a Noruega.

- Selby (embaixador inglês em Portugal) parte para Londres por uns dias, e a situação portuguesa é reexaminada pelo “Foreign Office” devido aos comentários feitos por Selby. Selby encontra-se bastante alarmado com o facto da crescente pressão que poderia haver com a entrada da Itália na guerra ao lado da Alemanha, e consequentemente um possível ataque de Espanha contra Portugal. Selby recomenda mesmo a ocupação de Portugal com três a cinco divisões britânicas.

- Perante os comentários de Selby (embaixador inglês em Portugal) o “Foreign Office” reage com bastante calma e considera que Selby se encontra nervoso devido à influência de Ame-Leroy.


Sub capitulo 11

- A Alemanha ocupa a Holanda e a Bélgica e está a avançar pela França com uma rapidez nunca imaginada.


Sub capitulo 12

- Chamberlain (1º Ministro de Inglaterra) demite-se devido ao desastre sofrido pela Inglaterra na Escandinávia.

- Chamberlain (1º Ministro de Inglaterra) é substituído por Winston Churchill.

- Em 10 de Junho a Itália entra em estado de guerra coma França.

- Em 22 de Junho é assinado um armistício entre a Alemanha e a França, e três dias mais tarde também é assinado outro armistício entre a França e a Itália.

- Espanha ocupa militarmente a zona internacional de Tânger, afirmando que o faz apenas por um espaço de tempo.

- A União Soviética anexa oficialmente os Estados Bálticos, posteriormente anexa a Bessarábia e o norte da Bukovina.

- As potências do Eixo exercem pressão no sentido de levar Franco a entrar na guerra.

- O “Foreign Office” elabora planos para a conquista de pontos estratégicos portugueses, como os Açores e Cabo Verde, caso Portugal seja atacado por Espanha ou mude a sua política externa a favor das forças do Eixo.

- Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) recomenda a Monteiro (embaixador português em Inglaterra) que seria melhor para Portugal se este protegesse os Açores e Cabo verde colocando tropas regulares nessas ilhas.

- O Estado-Maior Britânico vê as ilhas dos Açores e de Cabo verde como de grande importância estratégica como bases aéreas e navais.

- Mussolini justifica a sua possível entrada na guerra devido à uma alteração do mapa geopolítico europeu.

- Portugal envia forças militares para o ultramar para defender pontos estratégicos como Cabo Verde, Luanda e Lobito de Angola, Lourenço Marques e Beira em Moçambique.
Também para o Oriente é enviado o navio Gonçalo Velho.


Sub capitulo 13

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 14

- A Inglaterra mostra a Portugal um interesse em consolidar o governo de Espanha e questiona a Portugal qual a melhor maneira de o fazer.

- Portugal depara-se com o problema de como assumir a posição de neutralidade após a alteração da posição pacífica da Itália para uma posição bélica. Para Portugal seria mais conveniente assumir tal posição conjuntamente com a Espanha.

- Franco declara não a neutralidade, como estava à espera Salazar, mas sim não-beligerância. Tal facto preocupa Salazar.

- Dá-se a rendição da França e a parcial ocupação deste país.

- Aumenta a pressão alemã em relação à posição neutral espanhola com o Exército alemão a ocupar os Pirinéus, estando assim em contacto directo com a fronteira espanhola.

- Em 29 de Julho, é assinado em Lisboa por Salazar e por Nicolau Franco (embaixador espanhol em Portugal) um Protocolo adicional ao Tratado de Amizade e Não-Agressão entre Portugal e Espanha.

- As forças alemãs nos Pirinéus começam a ser reduzidas, e até retiradas.

- Partem de Lisboa os primeiros contingentes militares para reforço da defesa dos Açores, da Madeira, de Cabo Verde, de Angola e Moçambique.


Sub capitulo 15

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 16

- Beigebeder é substituído por Serrano Suñer, cunhado de Franco, conhecido pelas suas fortes simpatias pelo regime alemão. Tal substituição faz com que Salazar desconfie duma possível alteração de politica radical.

- É assinado em Berlim o pacto tripartido, entre a Alemanha, a Itália e o Japão.

- O Primeiro-Ministro inglês, Winston Churchill envia, ao chefe do governo português, uma carta com o intuito de demonstrar o apoio britânico aos esforços desenvolvidos para evitar o alastramento da guerra à Península.

- A 15 de Outubro, Hoyningen-Huene (ministro alemão) visita Salazar e questiona-o sobre a existência de um acordo entre a Espanha e a Inglaterra acerca de Gilbratar, e qual seria a influência poderia ter na situação da Península, e nas relações dos dois países que a constituem, um auxilio dado pela a Alemanha à Espanha para a tomada daquela cidade-fortaleza. Salazar responde que tal não é possível devido aos tratados existentes.

- Hoyningen-Huene (ministro alemão) ainda questiona Salazar se não tem receio que os Estados Unidos e a Inglaterra possam apoderar-se do arquipélago e se o governo de Lisboa tinha enviado artilharia anti-aérea para os Açores. Salazar responde que realmente as guarnições tinham sido efectivamente reforçadas, mas que não esperava que a soberania territorial portuguesa fosse desrespeitada.

- O governo inglês decide patrulhar os Açores fora das águas territoriais portuguesas.

- Beigebeder (responsável Assuntos Exteriores de Espanha) após ser demitido diz a Sir Samuel Hoare (embaixador inglês em Espanha) que nos meses que se avizinhavam os alemães iriam exigir a passagem através de Espanha, e que Franco iria vacilar e acabar por ceder face à exigência alemã. Sir Samuel Hoare (embaixador inglês em Espanha) comunica tal informação para Londres e sugere que se pense numa ocupação de Portugal, procurando resistir nas velhas linhas de Torres Vedras.

- Para a Inglaterra a possibilidade de ocupar os Açores só passa a ser real caso a Espanha entrar em guerra.

- O Marechal Pétain (personalidade francesa fundamental no desenrolar da guerra) escolhe o chefe do governo português para transmitir algumas comunicações ultra secretas à Inglaterra, e pede a Salazar que diga ao governo britânico que tenha confiança no marechal, e que julgue a situação pelos factos e não pelos indícios, o marechal diz que o interesse da França é ao lado da Grã-Bretanha e não da Alemanha.

- Como alguns círculos políticos de Vichy (governo francês durante a ocupação nazi) enveredavam por um demasiado pró-alemão, Salazar decidiu suspender as diligências de Vichy, com o objectivo de não suscitar quaisquer desconfianças por parte do governo britânico.

- Em Novembro, Salazar recebe Nicolau Franco (embaixador de Espanha em Portugal) que afirma que embora a Espanha tem as suas reivindicações não pretende entrar na guerra.

- À Alemanha não interessava que a Espanha entrasse na guerra, mas tal posição não era partilhada pela Itália, que via com bons olhos a Espanha como uma aliada especial para contrabalançar o peso da Alemanha.

- Franco encontra-se com Hitler junto à fronteira dos Pirinéus e criam-se novos boatos, por exemplo, acerca da entrada da Espanha na guerra entre outros.

- Em Novembro, o ministro de Itália informa Sampaio (Secretário Geral) que o seu país deseja a conservação da neutralidade Península e sugere que Portugal inicie diligências para pôr termo à guerra.

- Pedro Theotónio procura Serrano Suñer (responsável Assuntos Exteriores de Espanha) e este garante que a política espanhola quanto à guerra continua com as mesmas linhas apesar das aparentes mudanças.

- A 21 de Novembro, Hoyningen-Huene (ministro alemão) após voltar de Berlim visita Sampaio (ministro dos negócios estrangeiros português) e questiona-o sobre as ilhas portuguesas e faz insinuações sobre a vontade dos ingleses em ocupar os Açores ou Cabo Verde, uma vez que Gibraltar estava condenada a cair em poder alemão.

- Monteiro (embaixador português em Inglaterra) vem a Lisboa e encontra-se com Salazar, e explica-lhe com está a decorrer a guerra, desde o domínio por terra, da água ou do ar.
Em terra havia claramente um domínio do exército alemão, na água a Inglaterra dominava com uma potente esquadra, e no ar havia um equilíbrio, tendo a Alemanha uma mais aviões mas a Inglaterra tinha aviões tecnicamente mais evoluídos.
Monteiro ante vinha que a Alemanha continuasse a sua ofensiva por terra, e a Inglaterra apenas iria pelo ar e intensificar o seu bloqueio.

- A 17 de Dezembro, Monteiro (embaixador português em Inglaterra) encontra-se com Halifax (ministro dos negócios estrangeiros inglês) e expõe os perigos a que Península se encontra e sugere a vantagem de uma colaboração anglo-portuguesa para resolver os tais perigos. E Halifax promete que ainda nesse dia iria comunicar o teor da conversa tida com Monteiro a Churchill.

- Churchill recomenda a Salazar o encontro entre o Estado-maior português e inglês para uma maior colaboração.

- Segundo o Foreign Office Selby (embaixador inglês em Portugal) já não se encontrava mais à altura dos acontecimentos e é substituído.

- Selby (embaixador inglês em Portugal) antes de ser substituído elabora um relatório onde exalta o comportamento que Salazar tem tido na política internacional.

- Selby (ex-embaixador inglês em Portugal) é substituído por Sir Ronald Campbell (embaixador inglês em Portugal) e Halifax (ex-ministro dos negócios estrangeiros inglês) é escolhido para embaixador em Washington, passando Anthony Eden para ministro dos negócios estrangeiros inglês).


Sub capitulo 17

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 18

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 19

- Monteiro (embaixador português em Inglaterra) encontra-se com Eden, actual ministro dos negócios estrangeiros inglês, pela primeira vez após a sua promoção, neste primeiro encontro falam dos temas actuais como os problemas que põem em perigo a paz na península, ou a intensificação do bloqueio britânico.

- Há um rumor generalizado de que Franco é convidado para se encontrar com Hitler.

-É criada a ideia de que Franco parte para França com uma larga comitiva para se encontrar com Hitler, porém este encontra-se com Mussolini em Bordhigera, e de regresso a Espanha tem uma conversa com Pétain (personalidade francesa fundamental no desenrolar da guerra).

- A 15 de Fevereiro de 1941 passa pelo país um ciclone devastador que deixa o país devastado, destruindo desde estradas, linhas de ferro, linhas telefónicas, prédios, até aviões militares recentemente adquiridos devido à queda dos hangares.

- No encontro entre Franco e Mussolini, Franco não cedeu a nenhuma pressão feita por Mussolini respondendo que primeiro teria sempre de consultar Portugal.

- Morre o Rei Afonso XIII de Espanha exilado em Portugal desde 1931.


Sub capitulo 20

- A França passa de aliada da Inglaterra a inimiga desta após a rendição francesa face à Alemanha.

- Em Londres o general Charles de Gaulle (Líder das forças francesas livres) procura o apoio dos aliados.

- Mussolini ataca a Grécia, a Hungria e a Roménia.

- A Alemanha ocupa a Jugoslávia.

- A Alemanha decide atacar e ocupar a Grécia depois de o exército italiano não ter conseguido anular a resistência helénica.

- Pelo Sudão, os ingleses atacam os italianos na Etiópia.

- Os italianos da Líbia atacam o Egipto.

- As cidades de Berlim, Hamburgo, Bremen, Dresden, Londres, Portsmouth, Birmingham e outras são constantemente bombardeadas.

- Das reuniões com o Estado-maior em Londres deduz-se que a Inglaterra não tem capacidade para ajudar Portugal caso seja atacado por parte de Espanha ou da Alemanha.

- A guerra no Atlântico atinge uma intensidade brutal, em que a marinha mercante britânica sofre terríveis baixas.

- Em 18 de Março, Nicolau Franco encontra-se com Sampaio e com Salazar e questiona se Portugal foi pressionado pelos Estados Unidos ou pela Inglaterra por causa das ilhas portuguesas.

- Salazar apresenta um protesto escrito a Sir Ronald Campbell (embaixador inglês em Portugal) por causa da excessiva interferência dos consulados ingleses no comércio português.

- Salazar é informado de que Hitler está a concentrar corpos de exército na fronteira com da União Soviética.

- Com a sugestão inglesa, os americanos informam que vão enviar a Lisboa o cruzador Milwaukee. Salazar acha tal acto inoportuno.

- Salazar informa Bianchi (embaixador português nos EUA) para este se encontrar com Cordell Hull (secretário de estado americano).

- Os EUA acabam por não enviar o navio de guerra a pedido de (embaixador português nos EUA).

- Em 23 de Abril, Nicolau Franco (embaixador espanhol em Portugal) encontra-se com Salazar e afirma que o governo de Madrid acha que deve informar Portugal de todas as pressões que lhe sejam feitas, e que espera o mesmo de Portugal. Salazar responde que também está de acordo. (Este era o único ponto do pacto que ainda criava duvidas quanto à sua interpretação).

- Nicolau Franco (embaixador espanhol em Portugal) afirma a Salazar que a opinião pública espanhola e o exército espanhol eram contra a guerra.


Sub capitulo 21

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 22

- Um senador americano profere no senado um discurso em que defende a ocupação dos Açores, Cabo Verde, Canárias e Dacar.
O discurso tinha tido a aprovação prévia de Roosevelt. Depois de se ter conhecimento do discurso do senador americano em Portugal, cresce um sentimento antiamericano.

- A imprensa brasileira repudia a atitude dos americanos em quererem ocupar ilhas do Atlântico.


Sub capitulo 23

- Monteiro (embaixador português em Inglaterra) encontra-se com Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) e afirma que Portugal acharia improvável a resistência espanhola, caso a Alemanha decide atacar Portugal. Eden fica surpreso pois o embaixador espanhola sempre havia dito o inverso.

- A 27 de Maio, Roosevelt num discurso proferido salienta a importância fundamental das ilhas portuguesas para a defesa dos Estados Unidos e afirma que a Alemanha tem o poder militar para as ocupar, sugerindo que seria estúpido esperar que a Alemanha as ocupasse.

- No mesmo dia que o discurso de Roosevelt é proferido, Salazar comunica a Londres a sua reacção, afirmando que não tem qualquer compromisso com os Estados Unidos, e que consideraria como um acto de agressão ao território se os Estados Unidos ocupassem alguma das ilhas portuguesas no Atlântico e responderia como a situação exigisse.

- O New York Times, o Herald Tribune, o Washington Post e outros órgãos da imprensa americana interpretaram o discurso de Roosevelt como uma perspectiva de querer ocupar as ilhas portuguesas.

- A 29 de Maio Salazar determina que Bianchi (embaixador português nos EUA) se encontre com Cordell Hull (secretário de estado americano) para expressar o descontentamento de Portugal pelo discurso proferido por Roosevelt e faz uns reparos ao discurso.

- Salazar envia indicações também a Martinho Nobre de Melo (embaixador português no Brasil) para informar o governo brasileiro sobre o problema do discurso de Roosevelt. Dias depois o Brasil tinha levantado a questão em Washington a favor de Portugal.

- Salazar instrui Monteiro (embaixador português em Inglaterra) para se encontrar com Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) para falar sobre o discurso de Roosevelt que tinha incomodado o governo de Portugal.

- Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) compreendera perfeitamente a atitude portuguesa e pensa que Roosevelt tratara o assunto de açores sem cerimónia, e pretendia falar sobre esse assunto a Washington.

- A 30 de Maio Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) reconhece que o Reino Unido não tem condições em auxiliar Portugal caso este seja invadido, devido à falta de capacidade militar, pois o estado em que a guerra estava não o permitia. Eden sugere que caso Portugal seja atacado deva transferir para os Açores o seu Governo e oferecer apenas uma resistência simbólica no continente.

- Caso Portugal transferisse o seu governo para os Açores, o Reino Unido já poderia apoiar militarmente Portugal.


Sub capitulo 24

- A22 de Junho de 1941 as tropas alemãs atravessam a fronteira da União Soviética, e atacam com poderosos meios militares.

- Churchill saúda a entrada da Rússia na guerra.


Sub capitulo 25

- Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) após receber Monteiro (embaixador português em Inglaterra) pede a Halifax (embaixador inglês nos EUA) que este avise o governo americano de que não deve intrometer-se numa questão em que serão obtidos melhores resultados se for deixada ao governo de Londres.

- Roosevelt responde a Londres que fará como o governo inglês achar melhor e acrescenta que já está a preparar uma expedição aos Açores e a Cabo Verde.

- Sir Ronald Campbell (embaixador inglês em Portugal) informa o Foreign Office do da apreensão e do ressentimento que causou o discurso de Roosevelt aos portugueses, e refere que Salazar não aceitou nada bem o discurso de Roosevelt, pois Portugal não tem com os EUA qualquer laço político especial. Campell finaliza afirmando que Salazar não tem confiança nos EUA.

- A 8 de Julho Salazar recebe uma carta de Roosevelt onde este afirma que deseja que a soberania portuguesa não seja violada nem em Portugal, nem nas colónias portuguesas.

- Roosevelt afirma que pretende auxiliar a defesa da soberania portuguesa se Portugal o desejar, e afirma também que nesse caso cooperaria com o Brasil se este quisesse cooperar.

- A 10 de Julho Monteiro (embaixador português em Inglaterra) entrega a Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) um documento onde Salazar responsabiliza a Inglaterra pelo não rearmamento de Portugal, e que devido à confissão da Inglaterra que não estaria em condições de auxiliar Portugal (continental) caso fosse atacado, Salazar comunica que o governo havia tomado a decisão de transferir para os Açores os órgãos de soberania e administração. Salazar solicita então que o naval poder naval britânico para manter a liberdade de cominações e algum material antiaéreo para completar a defesa dos Açores.


Sub capitulo 26

- No verão de 1941 já haviam passado dois anos desde o início da guerra e a Portugal já tinham chegado oito mil crianças austríacas trazidas pela Cruz Vermelha, aristocratas polacos, checos sem nação, alemães perseguidos, franceses fugidos à ocupação germânica, judeus da Europa central e muitos outros tipos de pessoas.

- Por causa da guerra a Lisboa veio parar muitos ilustres da altura, desde velhos políticos como Alexandre Kerensky, ou chefes de Estado depostos como Carol da Roménia, ou juristas eminentes como Kelsen, ou escritores de fama como André Maurois, ou ainda o milionário Calouste Gulbenkian.

- Lisboa também se enche de espiões internacionais.


Sub capitulo 27

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 28

- Franco envia a Divisão Azul (força militar espanhola) para a frente da Rússia e pronuncia um violento discurso contra a Inglaterra e os EUA.

- O Japão continua para o sul um avanço que vai para além da China e ocupa bases aeronavais na Indonésia.

- O discurso de Franco tem repercussões em Londres e Washington.

- Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) convoca Monteiro (embaixador português em Inglaterra) e questiona-o como poderia Portugal continuar neutro caso fosse atacado pela Espanha que teria entrado na guerra ao lado da Alemanha.

- Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) sugere a Monteiro (embaixador português em Inglaterra) que Portugal deve deslocar o governo mal se verifique a ameaça e não apenas quando se dê a invasão.

- Campbell (embaixador inglês em Portugal) comunica ao Foreign Office que pensa que após a entrada da Espanha na guerra a neutralidade portuguesa na guerra passaria a ser desvantajosa para a Inglaterra.

- Churchill e Roosevelt encontram-se em alto mar em pleno Atlântico e acordam numa declaração de oito pontos que marca os objectivos guerra e os planos de como seria após o final da guerra encarada a paz.

- Após o regresso de Churchill a Inglaterra, este informa o seu governo que Roosevelt está ansioso por ocupar os Açores.

- A 28 de Agosto Salazar recebe Campbell (embaixador inglês em Portugal), nesta reunião Salazar deixa expresso que caso a Espanha ataque sozinha Portugal ou Gibraltar, Portugal não sente a necessidade de abandonar a sua neutralidade.

- Após a conversa entre Salazar e Campbell (embaixador inglês em Portugal) Salazar apercebe-se que atrás do motivo da Inglaterra querer que o governo português se desloque para os Açores é a Inglaterra querer utilizar os Açores pela esquadra britânica. Salazar comunica de imediato a conclusão a que tinha chegado a Monteiro (embaixador português em Inglaterra) e afirma também que enquanto Portugal estivesse neutral, as forças de Cabo Verde e dos Açores ripostariam contra a esquadra britânica.


Sub capitulo 29

- Portugal é bastante pressionado, desde a Inglaterra e os EUA indirectamente, aos alemães e japoneses directamente.

- Tóquio não desiste das suas pretensões quanto ao Timor português, e faz novas pressões para um acordo aéreo Japão-Timor. Também a Austrália, apoiada pela Inglaterra, tem pretensões quanto a Timor português.

- Churchill envia um telegrama a Roosevelt para que este apenas ocupe Portugal em caso de provocação alemã ou espanhola face aos Açores.

- A 6 de Setembro o Foreign Office entrega a Monteiro (embaixador português em Inglaterra) um documento onde aplaude a atitude portuguesa em aceitar uma possível deslocação do governo português para os Açores, mas pela primeira vez por escrito a Inglaterra discorda de Portugal afirmando que não teria cabimento Portugal continuar neutro caso fosse atacado, e a neutralidade portuguesa seria mesmo contra o interesse britânico.

- O Conde de Tovar (novo embaixador português em Berlim) encontra-se com Hitler. Hitler avisa o embaixador português para a crescente ambição por parte dos EUA em relação aos Açores. Hitler explica e justifica o ataque alemão à Rússia.

- Tovar (novo embaixador português em Berlim) da conversa que teve com Hitler conclui que o exército russo iria resistir, mas não iria ripostar.


Sub capitulo 30

- A 18 de Setembro Nicolau Franco (embaixador espanhol em Portugal) é recebido por Salazar. Nicolau Franco garante que a Espanha não tinha mudado a sua política externa e que a Espanha não tinha sido alvo de pressões por parte de qualquer uma das potências do eixo.

- Salazar comenta com Monteiro (embaixador português em Inglaterra) que acha que a Inglaterra pretende que Portugal abandone a neutralidade e entre na guerra pensando que é por vontade portuguesa e não por imposição inglesa.

- A relação de Portugal com a Inglaterra ao longo da guerra teve sempre altos e baixos, nesta parte da guerra a relação entre estes dois países esfria devido ao comportamento da Inglaterra em relação a Portugal em querer que Portugal entre na guerra através de métodos disfarçados (estando a embaixada inglesa em contacto com o governo português, enquanto os serviços secretos ingleses contactam a oposição).

- A 4 de Outubro Salazar recebe Campbell (embaixador inglês em Portugal), Salazar trata o embaixador com ironia e nem contem a sua antipatia que sente pela situação que a Inglaterra pretendia provocar. Na reunião entre os dois são tratados vários assuntos entre os quais: uma possível infiltração alemã na policia portuguesa; os contactos entre a Inglaterra e a oposição em Portugal; as exportações de volfrâmio de Portugal para a Alemanha; e ainda a compra de um barco italiano por parte de Portugal que não tinha sido autorizada por Inglaterra.

- Monteiro (embaixador português em Inglaterra) num almoço na embaixada de Espanha, onde também estavam presentes Churchill e Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês), conta como a fuga de D. João VI e da família real para o Brasil, realizada a concelho inglês, causara tão má impressão ao povo português que muito tempo demorou a desculpa-lo.

- A 13 de Setembro é assinado um documento por Portugal e o Japão onde permite um acordo aéreo Japão-Timor.

- Um novo governo japonês assume o poder em Tóquio, este governo parece querer que o Japão entre na guerra.

- A 4 de Novembro Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) convoca Monteiro (embaixador português em Inglaterra) para lhe comunicar que caso Timor fosse atacado pelo Japão punha em risco a segurança da Austrália. Eden pergunta a Monteiro qual seria a reacção portuguesa ao ataque japonês, e pergunta ainda se Portugal aceitaria a ajuda britânica.

- Passados três dias Salazar responde a Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) afirmando que Portugal resistiria ao ataque japonês, mas que devido à fraca protecção que Timor tinha, Portugal aceitaria a ajuda britânica de bom grado.


Sub capitulo 31

- O exército russo recua, e o exército alemão aproxima-se de Moscovo e de Leninegrado e alcança o Mar Negro ao sul. Os três maiores adversários dos alemães são o imenso tamanho do território russo, o frio glacial e a lama.

- No norte de Africa, nas costas mediterrânicas os exércitos ítalo-alemães enfrentam o exército britânico. Enquanto no mar os navios britânicos sofrem enormes baixas devido aos submarinos germânicos, no ar são os ingleses cada vez mais fortes.

- Roosevelt é reeleito e continua a preparar a guerra ainda com mais intensidade.

- Hitler proclama a ordem nova para Europa, Tóquio proclama a esfera de co-prosperidade na Ásia Oriental, os Estados Unidos aplicam a sanção do petróleo e limitam as exportações e importações para o Japão, é crescente a tenção entre os EUA e o Japão.

- São iniciadas negociações entre o Japão e os EUA para acabar com a tenção que os dois países vivem entre si.

- A 7 de Dezembro as forças aéreas nipónicas atacam Pearl Harbor.

- Em reacção ao ataque japonês a Pearl Harbor os EUA declaram guerra ao Japão. Pouco tempo depois também a Inglaterra declara guerra ao Japão.

- A de 11 Dezembro a Alemanha e a Itália declaram guerra aos EUA.


Capitulo V – A Neutralidade


Sub capitulo 1

- O Foreign Office pergunta ao governo português se este aceita que a defesa do Timor português fosse feita pelas tropas holandesas e australianas sob comando britânico.

- Salazar como não considerava um ataque japonês provável rejeitou a oferta inglesa.

- A Austrália em conjunto com a Holanda prepara em conjunto um contingente destinado à defesa de Timor.

- A 12 de Dezembro a Inglaterra é informada da intenção australiana em relação a Timor.

- A 17 de Dezembro uma força de 350 homens, australianos e holandês, ocupa Timor.

- Em Londres, Monteiro (embaixador português em Inglaterra) é informado da situação em que Timor se encontrava.

- Campbell (embaixador inglês em Portugal) informa Teixeira de Sampaio (ministro dos negócios estrangeiros português) do que se havia passado em Timor. Sampaio reage desfavoravelmente.

- Salazar é informado por Sampaio (Secretário Geral) da situação em que Timor se encontrava.

- Salazar convoca o Concelho de Ministros e posteriormente convoca Campbell (embaixador inglês em Portugal). Nessa reunião entre Salazar e Campbell, o chefe de estado português exigiu que a Inglaterra dissesse se o desembarque do contingente era ou não da responsabilidade britânica.

- O Foreign Office, antes de conhecer a reacção que Salazar havia tido em relação à ocupação de Timor, tencionava através do seu embaixador (em Portugal) que o governo português aprovasse uma declaração conjunta, que subentenderia a concordância portuguesa em relação à ocupação de Timor pelo contingente. Campbell (embaixador inglês em Portugal) não cumpre as instruções dadas pelo Foreign Office.

- É entregue ao governo português um extenso memorando explicativo e defensivo, em que o governo britânico compreende o protesto português.

- A 22 de Dezembro Sampaio (Secretário Geral) chama o embaixador britânico para que este receba uma nota de protesto por parte do governo português, a nota contem também um pedido de retirada das tropas em Timor para que sejam substituídas pelo dobro de efectivos portugueses.

- O Foreign Office, em comunicado público, declara que lamenta que as exigências estratégicas britânicas haviam motivado protestos do governo português.

- Campbell (embaixador inglês em Portugal) receia o corte de relações entre Portugal e a Inglaterra.

- Segundo os média americanos estaria para breve a invasão da Península, por isso era favorável aos EUA a tomada de certas posições estratégicas (Açores e Cabo Verde).

- Salazar manda Bianchi (embaixador português nos EUA) acentuar no Departamento de Estado que os arquipélagos estão bem defendidos militarmente, e que a sua defesa continua a ser reforçada, havendo já 30.000 homens, alem das guarnições.

- A 23 de Dezembro Salazar recebe o ministro alemão que felicita Salazar pela maneira que tem tratado do acontecimento de Timor, e dá novas seguranças sobre a soberania portuguesa.

- No ultimo dia do ano, Salazar informa Monteiro (embaixador português em Inglaterra) que as forças portuguesas para defender Timor já estão preparadas para partir e são equivalentes as desembarcadas pelos holandeses e australianos.


Sub capitulo 2

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 3

- Sampaio (Secretário Geral) e Campbell (embaixador inglês em Portugal) procuram em comum uma solução para acabar com o problema que foi criado em Timor. Logo entram em acordo em que as tropas australianas e holandesas retiram-se logo após a chegada das tropas portuguesas.

- Pedro Theotónio (embaixador português em Espanha) comunica a Salazar que sabia, de boa fonte, que o governo alemão havia perguntado ao governo espanhol qual seria a reacção espanhola se houvesse um desembarque anglo-americano nas ilhas portuguesas do Atlântico; ou no continente português; ou na zona francesa de Marrocos. Franco respondera que nos dois primeiros casos a Espanha auxiliaria Portugal, no último caso a Espanha entraria na guerra.

- Salazar sente-se alarmado, pois apercebe-se que a Alemanha não tinha posto de parte a extensão de guerra a ocidente.

- Franco deseja encontrar-se com Salazar, e a 11 de Fevereiro Salazar parte para Sevilha para se encontrar com Franco.

- Salazar e Franco discutem a situação dos dois países, e destes em face da guerra, discutem também outros assuntos como economia, Franco reconhece que a situação era pior do que podia imaginar e queixa-se também do bloqueio da Inglaterra e dos EUA que não deixava filtrar bens suficientes para o bem-estar da Espanha, a nível político Franco queixa-se da aliança da Inglaterra com a Rússia, pois Franco era anti-comunismo.

- Salazar volta a Portugal com a certeza que a Espanha não quebrará a sua neutralidade por sua iniciativa.

- A 19 de Fevereiro o ministro do Japão comunica a Sampaio (Secretário Geral) que o Japão se tinha visto obrigado a expulsar as tropas holandesas e australianas do Timor português. Sampaio protesta de imediato, pois o Japão sabia que muito em breve chegariam a Timor forças portuguesas para restabelecer a soberania legítima.

- Quando o ministro de Tóquio entrega a Salazar a comunicação escrita, Salazar não esconde a sua surpresa, a sua mágoa, e o seu protesto. Manda de imediato repetir em Tóquio o seu protesto, com moderação, pois não se esquece que as forças nipónicas no sul da China cercam Macau.

- Na opinião pública portuguesa sente-se um sentimento de pesar e de indignação, e considera-se perdido o território.


Sub capitulo 4

- Salazar dá início às negociações com Tóquio para que este país retire as suas tropas de Timor, mas Tóquio rejeita retirar-se enquanto houver grupos armados, holandeses e australianos, a vaguearem pelo interior das montanhas timorenses (quando as tropas japoneses chegaram a Timor, as tropas australianas e holandesas retiram para o interior de Timor, mesmo antes da ordem ser dada pelo comandante das tropas.

- Salazar dá ordem à expedição militar portuguesa que se dirigia para Timor para se dirigir para Colombo, no Ceilão, e aí esperar por novas ordens.

- Com o apoio americano intensifica-se o bloqueio inglês, e Portugal sente-se mais afectado.

- A Inglaterra aumenta a pressão exercida sobre Portugal devido à exportação de volfrâmio de Portugal para a Alemanha.

- Salazar comunica a Campbell (embaixador inglês em Portugal) que a polícia portuguesa descobriu uma organização secreta, dirigida e financiada por ingleses, que tinha como função fazer as destruições que a Inglaterra achava que deveriam ser feitas caso Portugal fosse atacado pela Alemanha ou pela Espanha (a Inglaterra desejava destruir mais locais estratégicos de que o governo de Portugal).
Salazar lamenta a Campell este tipo de política inglesa.

- Campbell (embaixador inglês em Portugal) reconhece a existência da organização secreta a diz Salazar que a organização iria ser desmantelada.

- Na reunião entre Salazar e o embaixador inglês, Salazar também aborda o problema do bloqueio, pois Salazar não estava contente com os poucos bens que chegavam a Portugal (a Inglaterra baseava a quantidade de bens que deixava passar para Portugal em estimativas antigas, em que o poder de compra de do consumo era menor).

- Cinco dias após a reunião entre Salazar e o embaixador inglês, Monteiro (embaixador português em Inglaterra) entrega a Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) uma nota das queixas portuguesas.


- A política de bloqueio inglesa para com Portugal não era feito em necessidades de guerra, mas como forma de pressão para solucionar em favor da Inglaterra o problema do volfrâmio.

- O embaixador americano em Londres, Winant, vem a Lisboa para se avistar com Salazar, e após o encontro, Winant fica conquistado pela política promete intervir para atenuar as dificuldades.

- Campbell (embaixador inglês em Portugal) analisa Portugal como um país que é facilmente enervado pela propaganda inimiga. Afirma para muitos estrangeiros Portugal é como um oásis no meio da guerra governado por ditador de altos princípios e altruísta. Mas Campbell afirma que a realidade portuguesa não é muito optimista, pois há escassez de bens de consumo, sobem os preços, declina o nível de vida. Campbell reconhece que o bloqueio inglês esta a alterar o equilíbrio económico que tinha sido conseguido com muito custo em anos de progresso.

- A polícia portuguesa executa um grave golpe na organização secreta britânica, que ao contrário do que Campbell (embaixador inglês em Portugal) tinha prometido, a organização ainda não tinha sido desmantelada. A polícia prende alguns portugueses ligados à companhia Shell e aos serviços ingleses de propaganda.

- Após algum tempo a relação entre Portugal e Inglaterra melhora e volta a uma relação amigável entre dois aliados.


Sub capitulo 5

- A União Soviética muda de comportamento na guerra, em vez de sofrer grandes derrotas, passa a enfrentar a Alemanha quase de igual para igual e em certas batalhas leva a sua avante e acaba por sair vitoriosa. Para o fortalecimento do exército soviético contribui a ajuda preciosa da Inglaterra.

- Devido ao esforço de guerra que a Alemanha consome na frente oriental, vê-se impossibilitada de atacar as ilhas britânicas.

- O Japão domina a guerra no Extremo-Oriente ao inutilizar as esquadras americana e inglesa, derrotou as forças ocidentais desde Hong-Kong e Singapura até às Índias Neerlandesas.


Sub capitulo 6

- Após a entrada dos EUA na guerra e o consequente arrastamento de vários países latino-americanos para a guerra. Como consequência da entrada desses países para a guerra é o progressivo corte de relações entre esses países com as potências do pacto tripartido.

- O governo do Brasil pede para que Portugal defenda os interesses brasileiros por todo o mundo. Desde logo o governo de Portugal aceita o pedido brasileiro.

- Bianchi (embaixador português nos EUA) discute com o governo dos EUA o problema do volfrâmio e das carreiras de navegação entre Portugal e os EUA. Quanto ao problema do volfrâmio não se chegou a um entendimento, mas quanto ao problema das carreiras de navegação houve acordo entre os dois países.

- Salazar não põe totalmente de parte a perca de neutralidade e aprova o plano de colaboração luso-britânico em caso de emergência.


Sub capitulo 7

- Salazar está intrigado com o comportamento do embaixador inglês em Portugal, parece a Salazar que este se interessa muito pela política interna portuguesa. Salazar acha que Campbell (embaixador inglês em Portugal) gostaria de que Portugal tivesse outro governo. Salazar não acha que Campbell seja um fiel transmissor da política entre Portugal e Inglaterra.

- Salazar pede a Pedro Theotónio (embaixador português em Espanha) que fale com Sir Samuel Hoare (embaixador inglês em Espanha), devido às boas relações existentes entre os dois embaixadores, para apurar junto deste o que se passa, e obter a sua colaboração para que se não se agravem os problemas.


Sub capitulo 8

- A 22 de Agosto Salazar recebe o embaixador brasileiro que comunica que o Brasil se encontra em estado de guerra com a Alemanha e a Itália.

- Franco substitui Serrano Suñer (ministro espanhol com tendência politica virada para o lado de eixo) por Jordana (com tendências para o lado dos aliados).

- O Concelho de Ministros espanhol presidido por Franco emite uma nota reafirmando da amizade entre Portugal e Espanha.

- Salazar responde a Jordana (novo ministro dos negócios estrangeiros espanhol) agradecendo a nota e afirmando a amizade que Portugal também tem por Espanha.

- Campbell (embaixador inglês em Portugal) informa o Foreign Office das afirmações de amizade proferidas tanto pelo governo de Portugal com do governo de Espanha.


Sub capitulo 9

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 10

- A 7 de Novembro o ministro dos EUA pede uma audiência com o Presidente Carmona, e pede para que seja marcada para a madrugada do dia 8. Também o embaixador inglês faz o mesmo pedido.

- À uma da manhã do dia 8, Campbell (embaixador inglês em Portugal) informa Salazar de que naquele preciso momento estavam a desembarcar numerosas forças anglo-americanas no norte de África. Campbell dá também garantias que a soberania de territórios portugueses não ia ser afectada. O embaixador inglês justifica que quis avisar o governo português deste movimento militar, pois era perto de terras portuguesas. Campbell pede ainda a Salazar que comunique ao governo espanhol desta operação militar, pois Salazar tinha grande influência junto de Franco.


Sub capitulo 11

- Chegou-se a um acordo acerca do problema do volfrâmio, que permitia a Portugal poder continuar a vender volfrâmio a todos os países.

- A 26 de Novembro Salazar recebe Campbell (embaixador inglês em Portugal). O chefe de estado português e o embaixador inglês falam de uma nova visão da guerra após o desembarque anglo-americano no Norte de África. Salazar tinha ficado impressionado com a operação militar dos aliados no Norte de África.

- É concluído o acordo entre Lisboa e Londres, que abre novas perspectivas à situação económica.

- Salazar persuadiu Jordana (ministro dos negócios estrangeiros espanhol) a mudar a Espanha de um estado de não-beligerância para um estado de neutralidade.


Sub capitulo 12

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 13

- Já no ano de 1943 continua a ausência de contactos com o governador de Timor, e a chegada de notícias que chegam a Portugal sobre Timor português não são muito animadoras, a administração portuguesa tinha entrado em colapso, e também chegavam indícios de ambições australianas e Neo-zelandesas sobre Timor.

- Salazar não esquece Timor e estuda continuamente várias hipóteses para a recuperação daquele território, porém são várias as dificuldades, pois é improvável que de uma negociação com os japoneses resulte na retirada destes de Timor, declarar guerra ao Japão também seria catastrófico, pois este ocuparia desde logo Macau e ainda era bastante provável que Portugal fosse obrigado a abdicar da sua neutralidade.

- A 7 de Janeiro de 1943 num almoço na embaixada portuguesa em Londres, Churchill declara a Monteiro, e perante os outros convidados que considera Salazar um grande homem e que se este conseguir manter a Espanha neutra até ao fim da guerra terá prestado a todos um grande serviço.

- É publicada legislação para preparar o país para tempo de guerra.

- A 2 de Março Salazar reúne-se com os deputados e transmite-lhes as suas preocupações, a sua visão dos problemas que o país enfrentava. Declara aos deputados que os pilares da política externa portuguesa assentavam na Inglaterra, no Brasil e na Espanha.

- Os militares ingleses e americanos retomam a ideia de utilizar os Açores com base aérea para aviões que dos Estados Unidos se dirigissem para a Europa e à Ásia, e como estação de reabastecimento de navios na luta anti-submarina.

- Roosevelt e Churchill apoiam a ideia dos seus militares em tomar os Açores, mesmo que fosse à força.

- Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) opõe-se à ideia de tomar os Açores à força.

- A 12 de Abril, Armindo Monteiro (embaixador português em Inglaterra) entrega uma nota ao Alto Comissário da Austrália em Londres que mostra a intenção do governo português restaurar a administração portuguesa o mais cedo possível. Esta nota tinha como objectivo esclarecer a Austrália que Portugal não estava disposto a abdicar de Timor.


Sub capitulo 14

- Em Portugal havia racionamentos e faziam-se criticas, mas para os refugiados e estrangeiros que chegavam consideravam as condições de vida, em comparação com as que deixaram, como paradisíacas.


Sub capitulo 15

- Churchill encontra-se Roosevelt em Washington. Roosevelt persuade Churchill a usar meios drásticos para ocupar os Açores.

- O gabinete de guerra não concorda com uma ocupação dos Açores sem antes haver uma diligência diplomática prévia em Lisboa.

- Churchill volta a Londres e acaba por ser adiada a possível ocupação dos Açores.

Sub capitulo 16

- No início do mês de Junho de 1943 o governo britânico começa a preparação política e militar da operação Açores.

- A 18 de Junho, Campbell (embaixador inglês em Portugal) entrega a Salazar uma nota que transmite o interesse britânico em obter algumas facilidades nas ilhas portuguesas do Atlântico, em especial, os Açores, o governo britânico invoca aliança existente entre Portugal e a Grã-Bretanha para que as facilidades sejam concedidas. A nota contém ainda garantias por parte da Grã-Bretanha, dos EUA e da União da África do Sul que a soberania portuguesa iria ser respeitada e que a retirada das tropas inglesas iria ser feita logo após o final das hostilidades. Também nesta reunião são abordados temas como a reacção espanhol ou a reacção alemão.

- No momento em que Salazar recebe Campbell (embaixador inglês em Portugal), Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) convoca Monteiro e repete a este tudo o que Campell diz a Salazar.

- Recusar o pedido inglês estava Dora de questão, caso Portugal recusasse dar facilidades à Grã-Bretanha nos Açores, esta poderia atacar os Açores, também os EUA atacariam os Açores, Portugal perdia os Açores. Com uma Inglaterra a atacar território português (Açores), os seus aliados ficariam desinibidos para atacar territórios portugueses. Tanto os EUA como o Brasil tinham ambições quanto a Cabo Verde, a União da África do Sul tinha ambições quanto a Lourenço Marques e ao sul de Moçambique e Timor ficaria irremediavelmente perdido devido às ambições australianas, assim Portugal perderia todo o seu império colonial.

- Dar a anuência ao pedido inglês seria também uma forma de solucionar o problema de Timor, acabando com as pretensões australianas em relação a Timor.

- A 23 de Junho Sampaio (Secretário Geral) convoca o embaixador inglês e transmite a anuência de princípio ao pedido britânico.



Sub capitulo 17

- Monteiro (embaixador de Portugal em Inglaterra) não acreditava que a neutralidade portuguesa fosse sustentável até ao fim da guerra e defendia um apoio incondicional a Inglaterra, e em cartas pessoais dirigidas a Salazar, Monteiro faz duras criticas à política externa estrangeira portuguesa.

- Nas muitas cartas que Monteiro (embaixador de Portugal em Inglaterra) dirige a Salazar, dá conta do descontentamento que Londres tem para com Lisboa desde 1941 e afirma também que os EUA aproveitaram a primeira oportunidade que se lhes oferecer para ocuparem os Açores. Monteiro afirma que ao contrário de Portugal até a Espanha facilitou a aterragem num aeroporto espanhol de 400 aviões de guerra ingleses com destino à África do Norte.

- Salazar não concorda com Monteiro (embaixador de Portugal em Inglaterra), pois quanto às facilidades que Inglaterra pediu quanto aos Açores foram aceites sem pedido de alguma contrapartida financeira.

- Monteiro (embaixador de Portugal em Inglaterra) entra em colapso com Salazar.

- Salazar demite Monteiro (embaixador de Portugal em Inglaterra), e este é substituído pelo Duque da Palmela, que havia estudado uns anos em Inglaterra.


Sub capitulo 18

- Os aliados asseguram o domínio do Mediterrâneo, devido ao grande sucesso das operações no norte de África.

- A Rússia consegue agora “empurrar” o exército germânico para fora do seu país.

- O governo soviético insistia que os aliados ocidentais abrissem uma nova frente na Europa atlântica. Porém Roosevelt e Churchill não achavam que tinham o potencial militar suficiente para enfrentar o exército alemão, que ainda estava poderoso.

- Por sua parte, os aliados desejavam a que a União Soviética abrisse uma nova frente a leste contra o Japão. Moscovo afirmava que tal frente seria inviável, pois a Rússia ainda estava ressentida dos ataques germânicos.

- No Verão de 1943 os aliados ocidentais dão início ao desembarque na Sicília, com o objectivo de iniciar a ocupação da Itália e atacar a Alemanha pelo sul.

- Estremece o regime fascista e como consequência o Rei de Itália e o Grande Concelho pretendem destituir o Duce.

- Em 25 de Julho, o Grande Concelho destitui Mussolini, e este é demitido pelo Rei que posteriormente confia o governo ao marechal Bagoglio.

- Mussolini é preso.

- Budoglio afirma publicamente que a Itália continuará a guerra, com receio de retaliação alemã.

- A 5 de Agosto, Budoglio inicia negociações secretas de paz separada. As negociações secretas de paz são iniciadas em Lisboa, passando por Madrid e acabando em Lisboa.

- Hitler liberta Mussolini, e o Duce funda ao norte a República Social Italiana.

- As tropas alemãs invadem a península italiana pelo norte e dias depois as tropas aliadas desembarcam ao sul.

- É assinado o armistício aliado com a Itália.


Sub capitulo 19

- Decorrem as negociações para Inglaterra poder usufruir de facilidades nos Açores, das negociações efectuadas resulta uma delegação militar britânica.

- Salazar e Sampaio (Secretário Geral) negoceiam com Campbell (embaixador inglês em Portugal), nas negociações são definidas questões políticas como a vontade de Portugal em não querer outras forças além das britânicas nos Açores, a exigência para que a Inglaterra defendesse Portugal em caso de ataque alemão, ou ainda fornecimento de guerra maciço para habilitar as forças portuguesas a enfrentar todas as eventualidades.

- São aceites todas as exigências por parte dos ingleses.

- Na segunda quinzena de Julho as conversações já estavam adiantadas e os chefes militares estavam convencidos que iriam obter as facilidades pedidas, e propuseram a Churchill que fosse desmantelada a expedição que havia sido preparada para tomar pela força os Açores. Tal proposta foi recusada por Churchill.

- A 18 de Agosto é assinado o acordo que concede à Inglaterra facilidades nos Açores.


Sub capitulo 20

- Roosevelt comunica a Churchill que pretende enviar aos Açores uma força naval dos Estados Unidos oito ou dez dias depois da entrada em vigor do acordo anglo-português. Roosevelt sugere que nada seja feito com o prévio conhecimento do governo português.

- Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) era contra o apoio declarado da Inglaterra aos EUA caso estes ocupassem os Açores sem o consentimento português e propunha que os EUA negociassem com Portugal directamente, sem a interferência da Inglaterra.

- Churchill pretendia satisfazer Roosevelt, permitindo a este a ocupação dos Açores, mas devido à influência que Eden (ministro dos negócios estrangeiros inglês) exercia sob Churchill, a intenção de Roosevelt fora adiada.


Sub capitulo 21

- A 8 de Outubro reúnem-se na idade Rodrigo Salazar, Nicolau Franco (embaixador de Espanha em Portugal), Jordana (ministro dos negócios estrangeiros espanhol) e Pedro Theotónio (embaixador de Portugal em Espanha). Nessa reunião é desvendado aos representantes espanhóis a intenção de Portugal em ceder os Açores à Inglaterra durante a guerra.

- O embaixador dos negócios estrangeiros espanhol recebeu a notícia de Portugal ceder os Açores à Inglaterra durante a guerra sem levantar qualquer objecção.

- Durante os dias de 8 e 9 de Outubro desembarcam maciçamente forças britânicas nos Açores.

- A 12 de Outubro o ministro dos negócios estrangeiros português comunica ao embaixador que Portugal tinha cedido à Inglaterra os Açores, devido à imposição da aliança entre Portugal e Inglaterra.
O embaixador alemão exprime o seu pesar.

- Na imprensa mundial a notícia da cedência temporária dos Açores à Inglaterra causa sensação, dando-lhe particular relevo os jornais espanhóis, americanos, ingleses e brasileiros.

- A reacção alemã é moderada, o seu embaixador em Portugal entrega a Salazar um protesto e também afirma que Portugal cedeu à pressão inglesa e quebrou a sua neutralidade.

- Também o Japão protesta e ameaça tomar medidas apropriadas.


Sub capitulo 22

- Churchill propõe a Roosevelt que a esquadra americana comece a ser reabastecida nos Açores a partir de 7 de Novembro.

- Roosevelt informa Churchill que pretende negociar directamente com Portugal, afastando a intermediação portuguesa.

- Roosevelt informa Kennan (embaixador americano em Portugal) de quais as facilidades que Portugal deveria dar aos EUA (Roosevelt pretendia muito mais do que os ingleses haviam conseguido).

- Kennan (embaixador americano em Portugal) informa Roosevelt que seria impensável que Salazar concedesse tantas facilidades aos EUA.

- Churchill apercebe-se da atitude americana quanto aos Açores e, a 19 de Outubro comunica a Roosevelt que quando havia concordado com negociações directas luso-americanas esperava que os americanos estivessem à espera das mesmas e não mais facilidades que havia recebido Inglaterra.


Sub capitulo 23

- Na frente oriental, os exércitos russos continuavam a avançar, aproximando-se da Polónia e já tinham atingido o Mar Negro.

- Em Itália os aliados progrediam e em França a resistência clandestina intensificava-se, chefiada pelo general Charles de Gaulle.

- Salazar recebe Kennan (embaixador americano em Portugal), este faz uma primeira abordagem dos objectivos americanos, ou seja, dispor de facilidades nos Açores.
Após ouvir Kennan, Salazar responde que caso Portugal concedesse facilidades aos Açores seria o mesmo que abandonar a sua política de neutralidade.

- Salazar discursa ao país sobre a política externa portuguesa.

- A 1 de Dezembro Kennan (embaixador americano em Portugal) tem nova reunião com Salazar, nessa reunião Kennan fala de novo dos desejos americanos em relação aos Açores.


Sub capitulo 24

- No fim de 1943 chega a Lisboa o novo embaixador dos EUA, Henri Norweb, que era amigo pessoal de Roosevelt.

- A 31 de Dezembro de 1943 Norweb (embaixador dos EUA em Portugal) é recebido por Salazar. Norweb é frontal e especifica logo quais a vantagens que os americanos querem nos Açores. Salazar mantém absoluta reserva quanto aos pedidos de fundo, mas declara que não vê qualquer problema em que as facilidades concedidas aos ingleses sejam utilizadas pelos americanos, nem se opõe a que estes tenham nas instalações daqueles alguns oficiais, desde que não ostentem as insígnias dos EUA, não constituam unidades de combate e se mantenham nominalmente sob comando britânico.


- A 6 de Janeiro de 1944 Campbell (embaixador inglês em Portugal) apresenta a Salazar um memorial em que solicita a extensão de algumas das facilidades.
Salazar queixa-se a Campbell (embaixador inglês em Portugal) de Norweb (embaixador dos EUA em Portugal), e desvenda a Campbell que quando Berlim apresentara o seu protesto pelo acordo dos Açores, o embaixador alemão afirmara que compreendia os ingleses no arquipélago, mas que não compreenderia nem aceitaria os americanos.

- Na noite de 8 para 9 de Janeiro, às duas da madrugada, Salazar chama Campbell (embaixador inglês em Portugal) e informa-o que tinha dado instruções ao comando português nos Açores para atacar as forças americanas até ao limite, se aquelas procurarem desembarcar.

- Campbell (embaixador inglês em Portugal) transmite de imediato as informações que recebera ao Foreign Office e à embaixada americana em Lisboa.

- A 20 de Janeiro Salazar comunica a Campbell (embaixador inglês em Portugal que a utilização de Ponta Delgada pelos ingleses havia sido negada, e que iria considerar o problema das Lajes.


Capitulo VI – A segunda vitória

Sub capitulo 1

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.

Sub capitulo 2

- Em meados de Fevereiro de 1944 de novo vem um enviado britânico pedir a Salazar que Portugal suspenda as exportações de volfrâmio para a Alemanha.

- A 28 de Fevereiro também vem o embaixador americano pedir a Salazar que Portugal cessasse todas as exportações de volfrâmio.

- Churchill envia, através de Campbell (embaixador inglês em Portugal), a Salazar uma carta pessoal onde apresenta várias razões para que Portugal cesse a exportação de volfrâmio à Alemanha. Dias depois Salazar responde à carta pessoal de Churchill justificando o porquê da não mudança de política em relação às exportações de volfrâmio para a Alemanha. Uma das razões apresentadas por Salazar era o facto de Portugal ter reduzido as exportações de volfrâmio para a Alemanha quando a Inglaterra tinha pedido. Outra das razões era a previsível reacção alemã.


Sub capitulo 3

- A Inglaterra endurece as críticas em relação à exportação de volfrâmio por parte de Portugal à Alemanha.

- Churchill envia ao Foreign Office um despacho com novas directrizes, que não defende nenhuma acção violenta, mas fria em relação a Salazar.

- A 22 de Abril é elevada ao nível de embaixada a representação recíproca.

- A Espanha limita as exportações de volfrâmio para a Alemanha.

- O governo britânico intervem em jornais como The Daily Telegraph, The Times, e na B.B.C. com o objectivo de fomentar nos media britânicos uma atitude de amarga desilusão inglesa em relação a Portugal.

- O Foreign Office pede a ao governo brasileiro e sul-americano que pressionassem Portugal quanto à relação do volfrâmio.

- Salazar defende-se das acusações, de má fé de Portugal em não suspender as exportações de volfrâmio para a Alemanha, afirmando que já tinha reduzido drasticamente as exportações de volfrâmio para a Alemanha conforme pedido britânico.

- Salazar convoca Campbell (embaixador inglês em Portugal) e propõe-lhe três alternativas para resolver o impasse criado em torno do volfrâmio. Após Salazar expor as três alternativas Campbell reage afirmando que o governo britânico aguardava um embargo total, e que portanto nenhuma das alternativas era satisfatória. (As alternativas apresentadas defendiam o encerramento das minas portuguesas de várias maneiras, tal encerramento reduzia as exportações de volfrâmio para a Alemanha de 1500 para 900 ou mesmo 700 toneladas).

- Churchill envia uma carta a Salazar em que lamenta Portugal não ter efectuado um embargo total das exportações para a Alemanha.

- A Inglaterra e os EUA entram em desacordo em relação à atitude de Portugal reduzir as exportações de volfrâmio para a Alemanha. Os EUA defendem um embargo total, enquanto a Inglaterra aceita uma redução das exportações.


Sub capitulo 4

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.

Sub capitulo 5

- Campbell (embaixador inglês em Portugal) tem nova reunião com Salazar e de novo aborda o tema do volfrâmio e afirma que o governo britânico não tinha aceitado nenhuma das alternativas que Salazar tinha apresentado. Campbell informa a Salazar que a Inglaterra faz um apelo à aliança entre os dois países para que Portugal cesse as exportações de volfrâmio para a Alemanha.

- Salazar responde a Campbell (embaixador inglês em Portugal) que invocando a Inglaterra a aliança, Salazar teria de convocar o Concelho de Ministros para poder tomar qualquer decisão.

- A 30 de Maio Salazar reúne o Concelho de Ministros, Salazar apresenta factos relevantes como as castas de Churchill, Smuts (Chefe de Estado da África do Sul), diligências americanas, intervenção brasileira, entre outros.

- A 2 de Junho Salazar chama Campbell (embaixador inglês em Portugal) e informa-lhe que tem reservas em relação ao direito de invocação do tratado luso-britânico mas mesmo assim todas as minas de volfrâmio seriam fechadas e a exportação de volfrâmio iria cessar para qualquer beligerante. Salazar apenas impunha algumas condições, como a conclusão de um novo acordo comercial, compensação da perda de fornecimentos à Alemanha e auxílio em transportes marítimos.

- A exportação de volfrâmio a todos os beligerantes é cessada, mesmo sem as condições que Salazar impunha.

Sub capitulo 6

- A 4 de Junho de 1944 as tropas aliadas entram em Roma.

- A 6 de Junho cerca de 150.000 homens, em quatro mil navios, atravessam o canal da Mancha e desembarcam na costa norte da França.

- Uma semana depois do primeiro desembarque de tropas aliadas em França, afluem mais de 200.000 homens, aumentando constantemente o número das tropas aliadas até um milhão de homens em França.

- Os aliados em França dirigem-se para o interior de França e em direcção à Bélgica e à Holanda.
- Aproxima-se de Varsóvia a ofensiva russa, na Itália os aliados atingem o vale do Pó e a sul de França desembarcam mais militares aliado, na Provença.

- Os exércitos soviéticos avançam por toda a frente, e usando os partidos comunistas locais, substituem nas regiões que ocupam os governos existentes por regimes afeiçoados à Rússia.


Sub capitulo 7

- A 20 de Julho Hitler sai ileso dum atentado executado por generais alemães no seu Quartel-General.
- A 25 de Agosto tropas francesas, às ordens do general De Gaulle, entram em Paris.

- Ainda no dia 25 de Agosto Salazar manda cessar a representação portuguesa junto do Marechal Pétain.


Sub capitulo 8

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 9

- Depois de resolvido o problema do volfrâmio, a Inglaterra pensa que seria desnecessária uma declaração de guerra ao Japão.

- Os EUA põem em cima da mesa a hipótese de Portugal participar directamente na guerra a Oriente, nomeadamente em Timor.

- Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) informa Campbell (embaixador inglês em Portugal) e Norweb (Embaixador americano em Portugal) que Portugal vai estudar as várias possibilidades de tratar do assunto de Timor em conjunto com os aliados.

- Macau é bombardeado por aviões americanos.

- Portugal protesta aos EUA e estes apresentam as suas desculpas.

- Salazar invoca o ministro do Japão e questiona-o das intenções do seu governo quanto ao abandono de Timor mas o ministro é vago nas suas respostas.

- Hoyningen-Huene (embaixador alemão em Portugal), antes de cessar funções em Portugal, avista-se com Salazar e aconselha-o a ter calma, pois diz ter motivos para pensar que os japoneses se preparam para ser razoáveis.

- Norweb (Embaixador americano em Portugal) entrega a Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) uma carta de Roosevelt para Salazar que mostra o interesse americano em construir um aeroporto na ilha de Santa Maria com o intuito de ser usado pelos americanos para servir de ligação com as suas operações de guerra do Pacífico.

- Salazar concorda com Roosevelt quanto ao aeroporto na ilha de Santa Maria.

- Salazar apercebe-se da crescente rivalidade entre Inglaterra e os EUA em relação a Portugal.

- Salazar informa Campbell (embaixador inglês em Portugal) que teria gosto que Churchill visitasse Portugal.

- Chega a Lisboa a delegação anglo-americana, e as conversações de Estado-Maior são iniciadas em meados de Setembro.

- De Londres e Washington as instruções para os seus delegados são as mesmas, estes devem apenas cingir-se à participação portuguesa na reconquista de Timor e têm carácter exploratório, e não deveria ser discutido nenhum outro território, designadamente Macau ou Açores.

- Em princípios de Outubro, Salazar recebe Campbell (embaixador inglês em Portugal) e informa-lhe de que encontrou a solução para resolver o problema da ocupação de Timor pelo Japão. Salazar propõe a intervenção de Portugal nas operações para libertar Timor de uma forma directa, através de um envolvimento efectivo de forças portuguesas, e de uma forma indirecta, mediante a concessão aos aliados de ajuda, nomeadamente em Santa Maria, de maneira a aumentar o seu potencial dos aliados contra o Japão.

- Combina-se entre Portugal e os aliados que as forças portuguesas que deveriam partir em direcção a Timor, partiriam de Moçambique, e que se considerariam em cooperação com os aliados; se os japoneses se retirassem voluntariamente, as tropas portuguesas entrariam sós; mas não haveria objecção alguma a que os aliados usassem o Timor português, para operações contra o Timor holandês, em cuja libertação as tropas portuguesas também cooperariam.


- A 10 de Outubro Salazar convoca Norweb (Embaixador americano em Portugal) e propõe a este a sua solução para resolver o problema da ocupação de Timor por tropas japonesas.

- Salazar em troca do uso de Santa Maria formula alguns pedidos aos americanos, entre eles, a participação de Portugal na conferência de paz do Extremo-Oriente, alguns navios, alguns aviões, cinquenta veículos ligeiros de transporte militar. Para evitar qualquer crise, Salazar não faz desses pedidos uma condição formal.
- Os EUA aceitam a proposta de Salazar para libertar Timor da ocupação japonesa.


Sub capitulo 10

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 11

- Hoyningen-Huene (embaixador alemão em Portugal) é retirado da embaixada alemã em Lisboa, pois o seu governo acusara-o da ocorrência do acordo dos Açores, do acordo sobre o volfrâmio e dos entendimentos com ingleses e americanos a propósito de Timor.

- Von Neurath é nomeado para substituir Huene, como embaixador em alemão em Portugal.

- Macau é novamente bombardeado e Salazar protesta e mostra a sua mágoa. Washington apresenta desculpas e promete indemnização apropriada.

- Um membro do Concelho de Guerra australiano afirma em público que a Austrália devia “comprar” o Timor português, devido à sua posição estratégica que supostamente era vital para a defesa da Austrália.

- Portugal comunica à Inglaterra a irritação e a surpresa portuguesa ao tomar conhecimento daquela notícia, através do seu embaixador em Londres e do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros.

- Também a Holanda exprime vontade em participar na libertação de Timor.


Sub capitulo 12

- De várias reuniões entre Campbell (embaixador inglês em Portugal) e Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) resulta a satisfação de muitos desejos económicos de Portugal.

- A 12 de Abril, em Warm Sprigs, morre o Presidente Franklin Roosevelt.

- Norweb é substituído por Herman Baruch na embaixada americana em Portugal.


Sub capitulo 13

- Harry Truman, vice-presidente dos Estados Unidos, ascende à presidência.

- Nos fins de Abril desintegram-se os últimos vestígios da resistência germânica, e consequentemente o exército russo conduz uma ofensiva fascinante que o leva até Viena e ao Elba.

- Os americanos e os ingleses avançando até oriente, unem-se com os exércitos russos.

- A 25 de Abril Berlim é cercada.

- A 28 de Abril Mussolini é capturado por italianos revoltosos e é morto, sendo o seu cadáver trazido para Milão e exposto numa praça.

- A 2 de Maio a Alemanha rende-se e é dada a notícia de que Hitler havia-se suicidado.

- Em Lisboa considera-se que a morte de Hitler como a morte de um chefe de Estado com quem Portugal mantém relações normais. Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) determina que o protocolo do Estado, embora de forma limitada, tome medidas usuais, não se decretando luto nacional, mas mesmo assim içando as bandeiras de edifícios públicos a meia-haste.

- Por todo o mundo evidencia-se um desagrado pela atitude portuguesa.

- Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) manda encerrar a embaixada alemã devido à desintegração do Estado alemão.

- Salazar e Teixeira de Sampaio (Secretário Geral) visitam as embaixadas inglesa e americana para saudarem estes pela vitória.


Sub capitulo 14

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.


Sub capitulo 15

- Teixeira de Sampaio, secretário-geral dos negócios estrangeiros português, morre.


Sub capitulo 16

- Nos primeiros dias de Junho Salazar tem uma reunião com Campbell (embaixador inglês em Portugal) e recorda a este que Portugal havia comprido a sua parte do acordo anglo-luso-americano, porem os aliados ainda não tinham cumprido a sua parte.

- Londres coloca a questão de Portugal participar na operação para libertar Timor a Washington.
- A Austrália recusa-se a acolher tropas portuguesas no seu território e a proporcionar-lhes as facilidades requeridas. Como consequência da atitude australiana, o Estado-Maior britânico sugere que se investigue a possibilidade de utilizar Ceilão como base para as forças portuguesas.

- Campbell deixa o seu cargo de embaixador inglês em Lisboa e aposenta-se.

- Entre 17de Julho e 2 de Agosto ocorreu a Conferência de Potsdam, que contou com a presença de Estaline, Churchill que veio a ser substituído por Atlee e por Truman. Nesta conferência os objectivos eram o estabelecimento da ordem pós-guerra, assuntos relacionados com tratados de paz e o contornar dos efeitos da guerra.

- A Inglaterra vai a eleições e Churchill sai derrotado.

- O novo 1º Ministro inglês passa a ser Clemente Atlee e Ernest Bevin substitui Eden no Foreign Office.

- O governo português convida as tropas brasileiras, regressadas de Itália no Duque de Caxias, a desembarcarem em Lisboa, e a desfilarem em parada enquadradas por contingentes portugueses.

- Em princípios de Agosto o Presidente Truman manda lançar bombas atómicas em Hiroshina e Nagasaki.

- A Rússia declara guerra ao Japão.

- Em Tóquio, sob a protecção do Imperador, os que são a favor da paz assumem o poder.

- Em 11 de Agosto Salazar convoca o ministro do Japão e relembra-lhe que quando as tropas japonesas entraram em Timor haviam prometido que se retirariam assim que a situação estratégica o permitisse, e questiona ministro nipónico se ainda mantém a mesma atitude. O ministro japonês diz que só pode responder a tal questão depois de consultar o seu governo.

- A 17 de Agosto o ministro japonês numa audiência com Salazar e afirma-lhe que o governo japonês está disposto a restituir Timor à soberania portuguesa.

- A 18 de Agosto Salazar ordena que partam o Bartolomeu Dias e o Gonçalves Zarco em direcção a Timor.

- O Primeiro-ministro australiano, em discurso, afirma que tropas australianas ocupariam também o Timor português, com o fundamento de querer o bem-estar da população local, e de Timor posicionar-se numa posição chave para a segurança de Pacífico-Sul.

- A Austrália afirma não consentir a presença de tropas portuguesas em Timor.

- Em 1 de Setembro partem de Lourenço Marques mais três navios com destino a Timor, estes navios continham cinco mil homens e abastecimentos civis e militares.

- O governo britânico afirma apoiar Portugal quanto ao problema de Timor e diz estar disposto a conceder todas as facilidades que estiverem ao seu dispor para as forças portuguesas cheguem rapidamente Timor.

- A 5 de Setembro, em Timor, o comando nipónico entrega-se ao governador português, a que fica subordinado.

- Evatt, ministro dos negócios estrangeiros australiano, informa Palmela (embaixador português em Londres) que a Austrália mantém a intenção de enviar tropas australianas para Timor, para que a estas seja feita a rendição formal das forças japonesas.

- Palmela (embaixador português em Londres) insiste no Foreign Office para que este intervenha junto da Austrália.

- Em resposta a Evatt, Salazar repudia o envio de tropas australianas para Timor.

- O governo britânico apoia a posição portuguesa em Sydney.

- Em 20 de Setembro a Austrália desiste de enviar tropas para Timor.

- A 27 de Setembro chegam na Timor os navios portugueses com contingentes militares e abastecimentos.


Sub capitulo 17

- Este sub capítulo não tem interesse para o trabalho.